Netflix está no “caminho certo” para atingir objetivo de 30% do mercado em Portugal

  • Lusa
  • 22 Junho 2018

Os objetivos de "guidance" que a Netflix tem para o Estados Unidos são os mesmo para o mercado português, onde está há quase três anos.

A Netflix está no “caminho certo” para atingir o objetivo [‘guidance’] de 30% do mercado em Portugal em sete anos, disse esta sexta-feira à Lusa o diretor de tecnologia e de comunicação para a Europa, Médio Oriente e África (EMEA).

A Netflix, plataforma de televisão através da Internet, arrancou em Portugal em 21 de outubro de 2015 e faz um balanço positivo de quase três anos no mercado português. Embora não revele os números de subscritores desagregados por países, o diretor de tecnologia e de comunicação para a região EMEA, Yann Lafarge, afirmou que “há uma curva normal de crescimento” no mercado português.

Questionado sobre os objetivos para Portugal, Yann Lafarge lembrou que o “‘guidance'” que a Netflix tem para o Estados Unidos é o mesmo para o mercado português, “de ao fim de sete anos” atingir “30% do mercado”. “Estamos no caminho certo para isso”, acrescentou.

Portugal “foi a última onda de países onde entrámos antes de sermos um serviço global”, sublinhou, salientando que desde a entrada neste mercado a Netflix tem ajustado a sua oferta ao ‘gosto’ dos portugueses. Atualmente, a oferta de conteúdos no mercado português é “cinco vezes maior” do que em outubro de 2015, apontou.

Sobre parcerias, Yann Lafarge afirmou: “Temos procurado parceiros relevantes para distribuir conteúdos ou torná-los mais acessíveis”. A primeira parceria da Netflix foi com a Vodafone e recentemente seguiu-se “um acordo com o grupo Altice, através da Meo”, acrescentou.

Apesar de Portugal ser “um país pequeno”, o responsável da Netflix garante que a presença da plataforma “está a funcionar bem”, embora não revele dados locais. Relativamente a produções nacionais, Yann Lafarge disse que neste momento não tinha “nada a anunciar”, mas que a Netflix está sempre aberta a “boas histórias” e “bons conteúdos”.

Apontou que o mercado internacional da Netflix “está a crescer mais rapidamente do que os Estados Unidos”, sendo que dos 125 milhões de subscritores do serviço, 68 milhões são internacionais (fora do mercado norte-americano).

Por cada membro nos Estados Unidos, temos quatro ou cinco internacionais“, salientou, acrescentando que nos Estados Unidos os clientes também crescem, embora a um ritmo inferior à área internacional.

Com um orçamento de cerca de oito mil milhões de dólares (cerca de sete mil milhões de euros, à taxa de câmbio atual) para conteúdos originais Netflix, coprodução e licenças em termos globais, mil milhões são destinados a conteúdos originais na Europa, disse.

No mercado europeu há um “apetite para contar histórias relevantes. Não somos Hollywood, mas somos o verdadeiro estúdio internacional”, acrescentou. Atualmente, na região EMEA, a Netflix está a filmar em mais de 16 países.

No que respeita à discussão de novas leis na Europa sobre as empresas de tecnologia, o diretor disse que a Netflix está a acompanhar, sublinhando que a tecnológica é “um serviço de subscritores” e não um fornecedor de Internet. “Não precisamos de regras para investir em bons conteúdos porque já o fazemos”, disse, salientando que o dinheiro das subscrições “é reinvestido em conteúdos”.

"Estamos a acompanhar a discussão da legislação na Europa, queremos bons conteúdos, não ser forçados a contar histórias que não queremos.
Queremos ser a voz dos conteúdos europeus, podemos contar essas histórias ao resto do mundo, somos a grande oportunidade para fazer isso.”

Yann Lafarge

Entretanto, a Netflix divulgou esta sexta-feira um estudo que revela que dois terços (66%) dos subscritores portugueses não se importam de assistir às suas séries preferidas em público, quer no café, quer no avião.

Esta percentagem faz com que Portugal seja “o terceiro país europeu com mais adeptos das maratonas em público, a seguir à Espanha, com 78% de pessoas a confirmar que adoram ver conteúdos fora de casa, e à Itália, com 70%”, refere o estudo.

Os locais de eleição são os cafés e restaurantes (56%), os aviões (44%), os comboios e deslocações diárias (32% e 26%, respetivamente)”, sendo que as séries mais populares para ‘streaming’ em público são La Casa de Papel, Narcos e House of Cards, adianta o estudo.

 

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Netflix está no “caminho certo” para atingir objetivo de 30% do mercado em Portugal

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião