Seguros de rendas também vão proteger inquilinos

Para além de um seguro para proteger os senhorios em caso de incumprimento do pagamento da renda, o Governo vai ainda criar um seguro para proteger os inquilinos em caso de perda de rendimento.

O Governo está a preparar não um, mas três seguros de rendas. A intenção já era conhecida desde a apresentação da Nova Geração de Políticas de Habitação, que prevê a criação de um seguro para proteger os senhorios no caso de incumprimento por parte do inquilinos. Agora, a secretária de Estado da Habitação esclarece que, para além dessa modalidade, estão também a ser pensados instrumentos para proteger os inquilinos e para assegurar o imóvel em caso de danos.

A informação foi avançada por Ana Pinho durante uma audição no Parlamento, esta terça-feira, no âmbito do grupo de trabalho que está a discutir as propostas de alteração ao regime de arrendamento urbano. “Estamos a trabalhar em três seguros de renda. Um para proteger os proprietários em casos de incumprimentos, outro para proteger os inquilinos em caso de perda inesperada de rendimentos e o terceiro para o caso de danos nos imóveis“, detalhou a governante.

Ana Pinho defendeu ainda que “o arrendamento tem má fama” no que toca à perceção do incumprimento neste mercado. “A taxa de incumprimento no arrendamento é de 0,5% nos últimos dois anos, enquanto no pagamento de hipotecas o incumprimento é de 5%”. Não podemos confundir os inquilinos com incumpridores”.

Seja como for, para atrair mais proprietários para o mercado do arrendamento, o Governo vai criar estes seguros de forma a acautelar esses casos de incumprimento. Estes três instrumentos já estão a ser trabalhados e “muito em breve” será definida a regulamentação destes seguros, acrescentou a secretária de Estado da Habitação.

Em abril, o Jornal de Negócios avançou que o Governo já pediu às seguradoras que apresentem propostas para a criação deste seguro de rendas. Nessa mesma altura, a Associação Portuguesa de Seguradores (APS) confirmou ao ECO que já tinha identificado produtos atualmente existentes no mercado, para a posterior criação de um seguro de renda.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Seguros de rendas também vão proteger inquilinos

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião