Seguradoras já identificaram produtos para criar seguro de renda

A Associação Portuguesa de Seguradores (APS) foi consultada pelo Governo sobre as "condições de viabilidade de seguros" para o mercado de arrendamento. E já identificou os produtos que existem.

O Governo pediu às seguradoras que apresentem propostas para a criação de um seguro de rendas que permita proteger os proprietários de imóveis arrendados, no caso de os inquilinos deixarem de pagar as rendas. A notícia foi avançada, esta terça-feira, pelo Jornal de Negócios (acesso pago). Ao ECO, a associação de seguradoras afirma que já foram identificados os produtos existentes para a posterior criação de um seguro de renda.

A Associação Portuguesa de Seguradores (APS) confirma que foi consultada pelo Governo sobre as “condições de viabilidade de seguros” para o mercado de arrendamento. “Sendo este um seguro facultativo, o papel da APS foi o de identificar produtos de seguro já atualmente existentes no mercado e prestar informação sobre o âmbito das coberturas desses seguros“, afirma a associação em resposta ao ECO, acrescentando que o tema está agora a ser tratado entre o Governo e as seguradoras.

Esta é uma medida que tem sido prometida por sucessivos governos mas que nunca chegou a sair do papel. O objetivo é diminuir o risco associado aos contratos de arrendamento, ao mesmo tempo que estes seriam simplificados, já que deixariam de ser necessários os fiadores como garantia para situações de incumprimento.

Agora, os deputados voltam a insistir nesta questão. O CDS-PP apresentou, na semana passada, várias propostas para regular o mercado de arrendamento, onde se inclui a criação de um seguro de renda. Também o Bloco de Esquerda já fez saber que vai avançar com uma proposta para este setor, propondo limitar os aumentos de renda e defendendo também a criação de um seguro desta natureza.

Ao Jornal de Negócios, a secretária de Estado da Habitação, Ana Pinho, diz que o Governo aguarda agora pela resposta das seguradoras.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Seguradoras já identificaram produtos para criar seguro de renda

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião