“Não há mercado de arrendamento em Portugal”, diz Pedro Lancastre

Pedro Lancastre defende que Portugal não tem um verdadeiro mercado de arrendamento, porque não há incentivos fiscais para tal e é tradição nacional comprar casa.

Em Portugal, não há um verdadeiro mercado de arrendamento. Quem o diz é o diretor-geral da Jones Lang LaSalle (JLL). Esta terça-feira na conferência Portugal: what is hot and what is not. Uma análise ao mercado imobiliário, Pedro Lancastre sublinhou que o facto de os portugueses estarem “acostumados a comprar casa” e a inexistência de incentivos fiscais ao arrendamento são dois dos principais fatores que contribuem para esse cenário.

Pedro Lancastre diz que Portugal não tem um mercado de arrendamento.Paula Nunes / ECO

Ainda assim — e apesar de apontar o imobiliário residencial como área que deve ser considerada prioritária pelo Governo — o gestor defende que o quadro legislativo em vigor não deve para já ser alterado. “O que está, está, e era bom que o que está não fosse alterado”, assinalou.

Também a favor do afastamento do Estado, Francisco Horta e Costa referiu que o afastamento do Executivo seria a melhor política para o mercado nacional. “A melhor política que podemos ter é o Estado não fazer nada”, defendeu o managing director da CBRE.

Excesso de Estado é apontado por todos os participantes deste painel.Paula Nunes / ECO

“Não atingimos um pico”

“Não atingimos um pico, atingimos valores altos”, adiantou ainda, esta terça-feira, Horta e Costa. Segundo o gestor, o mercado imobiliário nacional ainda tem margem para crescer, sobretudo no que diz respeito aos escritórios, à logística e às casas.

Além disso, de acordo com o representante da CBRE, o mercado nacional é baseado em capitais próprios e não em crédito, o que se deve interpretar como um cenário positivo. “É um mercado muito mais real, muito mais saudável”, disse.

No que diz respeito ao setores alternativos que irão florescer em Portugal, Paulo Sarmento, da Cushman & Wakefield, apontou o imobiliário ligado à saúde como área de interesse pelos estrangeiros. Horta e Costa considerou ainda o imobiliário ligado aos estudantes como terreno fértil. “É um setor bastante procurado pelos investidores”, concluiu.

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