Mário Ferreira vende Monumental Palace Hotel por 38 milhões

O Monumental Palace Hotel, na Avenida dos Aliados, foi vendido à cadeia hoteleira de luxo francesa Maison Albar. O imóvel, adquirido ao BES em 2013, rendeu 38 milhões a Mário Ferreira.

O Monumental Palace Hotel, na Avenida dos Aliados, foi vendido. Mário Ferreira, dono da empresa de cruzeiros Douro Azul, chegou a acordo com um grupo francês, a Maison Albar, que depois de passar um cheque no valor de 38 milhões de euros vai transformar a unidade em Maison Albar Hotel Porto Monumental, sabe o ECO. O valor equivale a 500 mil euros por quarto.

“O acordo de venda do Monumental Palace Hotel à Paris Inn Group surge na sequência de negociações ao longo de vários meses, durante os quais a empresa francesa demonstrou um elevado interesse nesta peça única de arquitetura, considerado como ideal para o processo de expansão internacional da marca Maison Albar”, refere a empresa de Mário Ferreira. O hotel deverá abrir portas em setembro.

Este hotel foi comprado por Mário Ferreira em 2013. Na altura, o empresário adquiriu-o ao BES, que acabou por falir um ano depois, sendo que o objetivo era o de avançar com a reabilitação do edifício situado na zona mais nobre da cidade. O arranque da operação demorou dois anos, mas acabou por levar a uma guerra entre Mário Ferreira e a construtora contratada, a Soares da Costa.

As obras passaram para outra construtora, mas o sonho de Mário Ferreira, de ter um hotel de luxo na cidade, já não vai concretizar-se. O hotel de cinco estrelas vai ser uma realidade, mas já nas mãos de um grupo hoteleiro francês, que tem várias unidades em França, mas também está presente na China.

No comunicado enviado às redações, Mário Ferreira indica que “a decisão de venda do projeto não foi fácil, em função de todo o empenho, envolvimento e cunho pessoal que foi dado ao projeto ao longo dos anos”. “Apenas uma proposta irrecusável, e justa para a paixão investida no processo, bem como o compromisso por parte do grupo francês em manter-se fiel ao projeto desenvolvido pela Mystic Invest” levou o empresário a aceitar a proposta.

No site da Maison Albar, o hotel já está representado. “A família Maison Albar Hotel está em expansão, mudando-se para o Porto, sob o nome Maison Albar Porto Monumental. É no coração do Porto, na Avenida dos Aliados, num edifício construído em 1923 cuja fachada é classificada como monumento histórico, que este boutique hotel de cinco estrelas abrirá em julho“.

O hotel de luxo “terá 76 quartos, incluindo quatro suites, um restaurante gourmet, um café, um bar e um SPA com piscina”, lê-se na descrição apresentada pela cadeia francesa.

(Notícia atualizada às 18h00 com mais informação)

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Mário Ferreira vende Monumental Palace Hotel por 38 milhões

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião