No Landing Festival há 5.000 empregos em tecnologia. Está interessado?

A Landing.jobs promove esta sexta-feira e sábado mais uma edição do Landing Festival, o festival da empregabilidade que tem 5.000 vagas por preencher em tecnologia. Só resta saber quem as quer.

É num clima de forte pressão que arranca o Landing Festival esta sexta-feira, um festival de empregabilidade na área das tecnologias que promete encher o Pavilhão de Portugal em Lisboa até sábado. Dá para estabelecer contactos e há quem procure talento, mas o evento também serve para a partilha de ideias nos vários painéis que vão decorrer ao longo destes dois dias.

Em causa, “no mínimo”, estão 5.000 vagas por preencher. Isto num festival organizado pela startup portuguesa Landing.jobs que conta ainda com mais de meia centena de patrocinadores. Não estão lá para “contratar em massa”, confessa Pedro Oliveira, cofundador, mas “surgem sempre contratações”. No setor, os salários estão a caminhar em direção à estratosfera. Há falta de profissionais livres no mercado, o que puxa pelo valor do talento.

“Cada vez mais o mercado está a pressionar a nível de salários. Joga contra as empresas e joga a favor do talento”, explica Pedro Oliveira. É uma “mega-trend” que só está a acelerar. “Só se houver uma crise gigantesca é que isto abranda — nem sequer para. A pressão vai continuar porque não há talento suficiente”, garante o cofundador da Landing.jobs. Nesta sexta-feira e sábado, espera 1.500 profissionais para o evento em Lisboa.

Se fores uma pessoa que se preocupa minimamente com a sua carreira, aparece no Landing Festival. Já dizia Winston Churchill: não interessa tanto o plano em si, o que interessa é planear.

Pedro Oliveira

Cofundador da Landing.jobs

Quem vai a um festival de emprego? Já não é quem está à procura de um. “A maioria das pessoas que vão a este evento já estão empregadas. Vão para ouvir as talks“, revela Pedro Oliveira, em conversa com o ECO. “Já acabou essa altura”, atira. Agora, a mentalidade é outra: a Landing.jobs alerta que as carreiras não pertencem às empresas, mas sim aos profissionais. “A tua carreira é tua, não é da empresa. O modelo fabril acabou”, diz.

Questionado sobre para onde caminha o mercado, Pedro Oliveira escuda-se na opinião. “Eu gostava que isto caminhasse para um momento em que há cada vez mais trabalho de qualidade”, refere. “As empresas estão a ver que têm de apostar no digital, e que é preciso ter as pessoas in-house. As empresas querem cuidar do seu talento”, assume o cofundador, indicando que estão a oferecer cada vez mais flexibilidade, principalmente nos horários.

Neste Landing Festival, procuram-se programadores, “como sempre”, mas o cargo de cientista de dados também “está muito na moda”. Diz que “é um bocadinho mais do mesmo”, mas que “aqueles empregos de nicho já foram mais de nicho do que são agora”. Uma pesquisa rápida na plataforma de empregos da Landing.jobs mostra vagas abertas em empresas como a Feedzai, DefinedCrowd ou Seedrs.

Pedro Oliveira termina com um apelo. “Se fores uma pessoa que se preocupa minimamente com a sua carreira, aparece no Landing Festival. Já dizia Winston Churchill: não interessa tanto o plano em si, o que interessa é planear. Eu noto que, neste mercado tão pressionado, as pessoas quase andam à deriva. Vão saltitando, mas o que interessa é ter um game plan, diz. E a Landing.jobs quer ser a empresa que ajuda a traçar esse plano.

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