Já foi um dos mais ricos do mundo. Agora, Eike Batista foi condenado a 30 anos de prisão

  • Juliana Nogueira Santos
  • 3 Julho 2018

O empresário foi condenado no âmbito da Operação Eficiência, um dos casos que surgiu da investigação da Lava Jato. Chegou a ser a sétima pessoa mais rica do mundo.

O empresário brasileiro Eike Batista foi condenado a 30 anos de prisão por ter subornado um ex-governador. A sentença foi aplicada no âmbito da Operação Eficiência, um caso criado na sequência da investigação Lava Jato.

O gestor da EBX, uma das maiores holdings do Brasil, é acusado de pagar 16,5 milhões de dólares a Sérgio Cabral em troca de contratos com o Governo estatal. Cabral também foi condenado a 22 anos e oito meses de prisão.

Para além da corrupção ativa, Batista foi ainda condenado por lavagem de dinheiro, uma vez que as transações foram feitas através de contas em paraísos fiscais. Batista está desde abril do ano passado em prisão domiciliária e irá recorrer da pena.

A Operação Eficiência é um dos 50 processos que surgiram depois de começaram as investigações em torno da Operação Lava Jato e que diz respeito à compra, pela parte da EBX, de uma mina de ouro. Cabral recebeu o suborno de Batista para facilitar os contratos dentro da gestão do Estado do Rio de Janeiro.

Eike Batista fundou o grupo EBX, que atua em áreas tão diversas como o petróleo, a logística ou a hotelaria. Em 2012, a Forbes avaliou a sua fortuna em 35 mil milhões de dólares, entrando assim para o sétimo lugar na lista dos dez mais ricos do mundo.

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