Entre as bombas, Lamborghini é a que mais acelera nas vendas

  • ECO
  • 4 Julho 2018

As vendas de automóveis aumentaram no arranque do ano. A Renault foi a que mais vendeu, mas entre as marcas de luxo o pódio foi para a Porsche. A Lamborghini foi a que mais cresceu.

Renault, Peugeot e Fiat foram as marcas que mais automóveis venderam na primeira metade do ano. Foram o motor das vendas, mas e entre as marcas de luxo? Aquelas que vendem carros que fazem “param o trânsito”? Aí, o pódio vai para a Porsche. Foi, de longe, a que mais carro pôs nas estradas nacionais, mas a que viu as suas vendas acelerarem mais rápido foi a marca do touro.

De acordo com os dados da ACAP, foram comercializados 153.869 veículos nos primeiros seis meses deste ano, 134.506 dos quais de passageiros, um número que já não se observava desde 2007. Destes, as marcas francesas, bem como a italiana Fiat, representaram quase um terço do total (31%). Destacaram-se no topo da lista, mas no fundo também há casos para destacar. A Porsche é um desses.

A fabricante do 911 vendeu menos nestes seis meses, considerando os dados da ACAP que, diz a marca, não refletem a totalidade das unidades da Porsche vendidas. Foram menos cinco, mas mesmo assim contam-se 109 novos Porsche nas estradas lusas. Aston Martins, com três, e Maserati, com 28 carros, também viram os seus números cair. Em sentido contrário, a Lamborghini brilhou.

Foram vendidos apenas quatro carros da marca do touro, que conta com modelos como o Aventador ou o Huracán, mas este número compara com apenas um destes superdesportivos comercializados no mesmo período do ano passado. Ou seja, registou um crescimento de 300%, um poder de aceleração nas vendas que ninguém conseguiu bater. A Bentley duplicou as unidades vendidas, enquanto a Ferrari vendeu mais 9,1%. Foram 12.

Sem variação, a Alpine também merece destaque. A mítica marca de superdesportivos começou a comercializar o A110, um modelo de dois lugares com muitos cavalos para acelerar. No total dos seis meses, a marca francesa conseguiu vender oito unidades, sendo que sete destas foram todas vendidas em junho.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Entre as bombas, Lamborghini é a que mais acelera nas vendas

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião