Rival da Uber negoceia compra da Cabify por 3.000 milhões de dólares

Segundo fontes próximas das negociações, a Uber também terá mostrado interesse na Cabify, mas sem futuro. Com a Lyft, poderá acontecer uma fusão, o que na realidade será uma venda.

A Lyft, a maior concorrente da Uber nos Estados Unidos, tem estado a negociar a compra da Cabify por um valor que ronda os 3.000 milhões de dólares, adianta o El Confidencial (conteúdo em espanhol). Como refere o jornal espanhol, este é o momento em que o unicórnio espanhol tem de decidir se está mesmo interessado em crescer no mercado dos transportes e, de acordo com o Teknautas, essa hipótese está a ser estudada de forma muito séria.

A Cabify tem estado em conversações com a Lyft há vários meses, para analisar a viabilidade de uma venda completa, de acordo com fontes diretas. Os executivos da empresa com sede em San Francisco voaram mesmo até Madrid para se reunirem com um dos principais responsáveis pela Cabify, Juan de Antonio, fundador e CEO, e com Juan Ignacio García, diretor financeiro.

Conforme adianta o jornal espanhol, a Cabify tem apenas duas opções: ou continua com rondas de financiamento para tentar acompanhar a concorrência, ou opta pelo caminho mais rápido e vende-se a alguém com mais recursos financeiros, sendo que parece ser esta a hipótese escolhida. Até ao momento não foi assinado qualquer acordo e a decisão final poderá levar meses até acontecer.

Relativamente ao valor deste possível negócio, os números lançados até ao momento têm sido astronómicos. Depois da sua última ronda de financiamento, a Cabify passou a valer 1.400 milhões de dólares (1.198 milhões de euros), tornando-se no primeiro unicórnio espanhol. Em cima da mesa, diz o jornal espanhol, está uma oferta de até 3.000 milhões de dólares (2.567 milhões de euros) da Lyft.

“A Uber também foi bater à porta” da Cabify

“Um valor entre os 2.500 e os 3.000 milhões de euros está a ser considerado, mas está mais perto dos 3.000. É verdade que a Cabity tem tido dificuldades em competir sozinha com a Uber ou com a chinesa Didi, mas para os seus rivais ela é uma espécie de caramelo. Está a crescer de forma bárbara e tem a chave para o mercado espanhol e da América Latina. E, além disso, a Lyft não é a única interessada, a Uber também lhe foi bater à porta“, disse uma fonte próxima das negociações ao El Confidencial.

De acordo com outras fontes consultadas, este interesse da Uber foi confirmado: a equipa da nova CEO da Uber, Dara Khosrowshahi, efetuou contactos diretos com os executivos da Cabify para iniciar conversações sobre a possível compra da espanhola. Contudo, os contactos não tiveram sucesso. O motivo também foi explicado: a Cabify e a Lyft partilham um acionista de referência, o gigante japonês de e-commerce Rakuten, que tem uma participação de 40% na espanhola e 20% na norte-americana, estando interessado que o negócio ocorra entre estas duas.

“Rakuten está a intermediar os contactos. A Lyft só atua nos Estados Unidos e no Canadá. A Cabify seria o complemento perfeito para entrar no mercado da América Latina e de Espanha, tornando-se em algo realmente mundial. O foco é como articular essa operação e quando fazê-lo”, disseram as fontes. Uma das hipóteses seria estudar uma fusão entre as duas empresas, o que seria, na realidade, uma venda.

"A Lyft só atua nos Estados Unidos e no Canadá. A Cabify seria o complemento perfeito para entrar no mercado da América Latina e de Espanha, tornando-se em algo realmente mundial. O foco é como articular essa operação e quando fazê-lo.”

Fontes

“Está a ser planeada uma fusão, mas seria uma falsa fusão. A Lyft é muito maior do que a Cabify. Ainda que seja noticiada como uma fusão, na realidade seria uma aquisição da Cabify. Uma das opções em cima da mesa seria fechar a operação entre 2.500 e 3.000 milhões em participações da Lyft se esta finalmente entrar em bolsa. Poderá ser algo que ocorra entre o final deste ano e a primeira metade de 2019“, continuaram.

Contactada pelo El Confidencial, a Cabify não confirmou nem desmentiu as conversações com a Lyft. “A única coisa que temos a dizer é que continuamos comprometidos com a nossa ideia de entrar para a bolsa nos próximos 12 a 24 meses”, disse o fundador e CEO. “As negociações estão a acontecer totalmente em segredo, ninguém sabe, apenas duas ou três pessoas na Cabify, mas Juan Antonio confirmou a alguns acionistas que estas aconteceram”, disseram as mesmas fontes.

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