Fundos comunitários na região Centro com taxa de execução de 15%

  • Lusa
  • 9 Julho 2018

O Programa Operacional Centro 2020 está com uma taxa de execução de 15% dos fundos comunitários, menos de metade da taxa registada no período homólogo do quadro comunitário anterior

O Programa Operacional Centro 2020 está com uma taxa de execução de 15% dos fundos comunitários, menos de metade da taxa registada no período homólogo do quadro comunitário anterior, informou hoje a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional.

No quadro comunitário anterior (2008-2013), o programa operacional regional do Centro registava, por esta altura, uma taxa de execução de 35%, sendo que a diferença se explica pelo prolongamento do quadro anterior, que apenas foi concluído em 2015, e por um “arranque muito lento do Portugal 2020”, disse a presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), Ana Abrunhosa.

No entanto, a responsável não está preocupada, recordando que o atraso no arranque do atual quadro é generalizado na Europa, sendo que, no contexto europeu, Portugal “é dos países com melhor execução”.

No entanto, será necessário retirar “lições para os pós-2020”, garantindo maior celeridade na aplicação do próximo quadro, nomeadamente no processo de designação das autoridades gestoras dos fundos, cujo processo demorou “ano e meio”.

“A transição [entre quadros] tem de ser muito mais rápida”, defendeu.

Segundo Ana Abrunhosa, o Programa Centro 2020 conta com uma taxa de compromisso de investimento de 54% dos fundos disponíveis – na sua perspetiva, uma taxa “elevada” -, esperando que ao longo deste ano se acelere a taxa de execução e que esta se aproxime da taxa de compromisso.

No entanto, nos apoios para as empresas da região Centro, a história é diferente, estando todos os fundos já comprometidos e com uma taxa de execução de 40%, salientou a responsável, que falava aos jornalistas em Coimbra, no final da reunião do Comité de Acompanhamento do Programa Centro 2020, que aprovou por unanimidade a reprogramação dos fundos.

Perante a necessidade de afetar mais fundos para apoiar as empresas, foi definido um reforço de 210 milhões de euros para essa área.

Esse valor foi retirado da verba disponível para os instrumentos financeiros, que a CCDRC tinha disponibilizado para facilitar empréstimos às empresas, face às restrições que se sentiam na concessão de crédito por parte da banca.

No entanto, como a situação se alterou, “a procura desses instrumentos é baixa”, aclarou.

De acordo com Ana Abrunhosa, além do aumento de verba para as empresas, foi também reforçado em 250 milhões de euros o investimento de proximidade (educação, saúde, promoção turística, entre outras áreas), disponibilizados mais 45 milhões de euros para zonas industriais e reforçada a verba para o setor da ciência em 30 milhões de euros.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Fundos comunitários na região Centro com taxa de execução de 15%

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião