Navigator fecha acordo. Vai investir até 260 milhões em Moçambique

A Navigator anunciou um plano de investimento no valor de 260 milhões de dólares em Moçambique. Deste valor, 120 milhões já foram realizados.

A Navigator anunciou um plano para investir até 260 milhões de dólares no mercado moçambicano. A empresa assinou, através da subsidiária Portucel Moçambique, um memorando de entendimento com o governo que prevê, entre outros investimentos, a construção de uma fábrica de estilha e de uma “base florestal” com 40.000 hectares.

Num comunicado enviado à CMVM, a Navigator indica assinou um acordo com o governo moçambicano com vista à “reformulação do projeto de investimento naquele país”. Esse projeto terá duas fases:

  • Criar uma “base florestal de cerca de 40.000 hectares”, que “garantirá o abastecimento” de uma unidade de produção de estilha de madeira de eucalipto, ainda a construir. A meta é exportar “cerca de um milhão de toneladas por ano”.
  • “Os resultados a alcançar nesta primeira fase com a construção de uma fábrica de estilha, assim como a reavaliação das circunstâncias de mercado, serão essenciais para a Portucel Moçambique validar as condições necessárias para prosseguir com o plano florestal de larga escala associado ao projeto industrial da segunda fase, que inclui a plantação de mais 120 mil hectares de floresta e a construção de uma fábrica de pasta com uma capacidade de produção de cerca de 1,5 milhões de toneladas anuais”, garante a Navigator.

Como consequência direta do acordo entre a Portucel e o governo, será constituída “uma equipa multiministerial que vai endereçar um conjunto de condições precedentes ao investimento, onde se inclui o estabelecimento das infraestruturas logísticas necessárias à exportação de estilha e outras atividades de desenvolvimento rural”, anuncia a Navigator. “O projeto obterá luz verde caso tenha êxito o trabalho com vista à garantia destas condições precedentes, o que se prevê venha a ser concluído nos próximos seis meses”.

Em suma, a Navigator tenciona criar uma “base florestal” de cerca de 40.000 hectares em Moçambique, construir uma fábrica de estilha no país, investir num “programa de desenvolvimento social” e beneficiar uma série de “infraestruturas rurais”. Dos 260 milhões de dólares de investimento previstos no plano, 120 milhões de dólares “foram já realizados até à data”, revelou a empresa no comunicado enviado à CMVM.

(Notícia atualizada às 17h39 com mais informações)

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Navigator fecha acordo. Vai investir até 260 milhões em Moçambique

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião