Receitas da hotelaria disparam 9% em maio apesar de abrandamento de turistas

  • ECO
  • 13 Julho 2018

Atividade turística apresenta sinais de abrandamento em termos de dormidas e hóspedes. Mas a hotelaria nacional continua a registar subidas de receitas expressivas, mostram os dados do INE.

As receitas da hotelaria nacional registaram uma subida expressiva em maio, mantendo a tendência de crescimento que observa em 2018, isto apesar do menor número de dormidas e de hóspedes naquele mês.

Em maio, a hotelaria portuguesa observou dois milhões de hóspedes que proporcionaram 5,4 milhões de dormidas, apresentando aumentos de 3,5% e 1,1%, respetivamente, mostram os dados divulgados esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

“Estas evoluções suplantaram as observadas em abril, mas estiveram aquém das verificadas em cada um dos meses do primeiro trimestre do ano“, sublinha o INE no reporte da atividade turística relativo a um mês que antecede a época alta para o turismo, um dos principais setores da economia portuguesa.

O gabinete de estatísticas diz que foram os turistas nacionais a dar algum suporte ao turismo naquele mês. “As dormidas de residentes cresceram 5,4% enquanto as dormidas dos não residentes apresentaram uma ligeira diminuição de 0,2%”, explica o INE.

Apesar do abrandamento no fluxo de turistas, a faturação da hotelaria atingiu os 345 milhões de euros, refletindo um aumento de mais de 9% em termos homólogos.

Proveitos da hotelaria aceleram em maio

Em termos acumulados, os estabelecimentos hoteleiros e similares contam já 19,6 milhões de dormidas entre janeiro e maio, um aumento de 1,5% face ao mesmo período do ano passado. Isto depois de ter registado 7,5 milhões de hóspedes (+3,2%) nos primeiros cinco meses do ano, resultando em proveitos globais de 1,1 mil milhões de euros para a hotelaria nacional.

O Algarve continua a ser a região mais procurada pelos turistas, registando 1,86 milhões de dormidas desde o início do ano. Seguem-se as regiões da Área Metropolitana de Lisboa e do Norte, com 1,36 milhões e 735 mil dormidas, respetivamente.

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