Produção acelera no Brasil. Subida do petróleo dá mais margem à Galp

A Galp Energia produziu mais petróleo no segundo trimestre. Aumentou em 21%, patrocinada pelo Brasil, num período marcado pelos máximos da matéria-prima nos mercados internacionais.

A Galp Energia está a produzir mais petróleo. A petrolífera registou um crescimento de 21% na unidade de exploração e produção, durante o segundo trimestre, suportada pelo Brasil. Apesar do aumento da produção num período de máximos nas cotações da matéria-prima, a refinação de petróleo encolheu. No entanto, a empresa liderada por Carlos Gomes da Silva conseguiu aumentar as suas margens.

De acordo com os dados operacionais enviados à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), em antecipação dos resultados que serão revelados a 30 de julho, a produção média net entitlement ascendeu a 106,7 milhões de barris, o que compara com os 88,1 milhões no período homólogo. Só no Brasil foram produzidos 101,4 milhões, um aumento de 24%. Em Angola, a produção caiu 15%.

A petrolífera portuguesa tem participações em vários blocos de produção de petróleo no pré-sal da Bacia de Santos no Brasil, sendo que o aumento da sua produção terá contado com o maior contributo da sexta unidade de produção flutuante (FPSO) do projeto Lula-Iracema, Cidade de Saquarema, que entrou em produção em julho de 2016 e se encontra atualmente a produzir à sua capacidade máxima.

A empresa produziu mais, mas refinou menos matéria-prima. Os dados operacionais do segundo trimestre mostram que as matérias-primas processadas encolheram em 5%, para um total de 28,5 milhões de barris. Ainda assim, a margem de refinação da Galp Energia aumentou neste período. Passou de 5,7 dólares por barril para 6,1, um aumento de 6%.

As vendas de produtos petrolíferos refinados encolheram em 5%, já as de gás natural cresceram neste mesmo período. Os dados enviados à CMVM mostram uma aumento de 10%, com o trading a crescer a um ritmo superior às vendas a clientes.

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