Lucros da Media Capital sobem 26% para 10,5 milhões de euros

A dona da TVI aumentou os lucros no primeiro semestre do ano, bem como no segundo trimestre. Rendimentos com publicidade subiram 3%.

A Media Capital registou um resultado líquido de 10,5 milhões de euros no primeiro semestre do ano, representando uma subida de 26% face ao mesmo período do ano anterior, de acordo com o comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). Em termos trimestrais, esse valor foi de 8,6 milhões, um aumento de 33% face ao período homólogo.

Estes resultados refletem, para além da atividade ordinária, o impacto da adoção do IFRS 15 a partir de 1 de janeiro de 2018, “referente ao registo de rendimentos procedentes de contratos com clientes”, lê-se no comunicado. Este novo normativo originou uma subida de rendimentos e gastos operacionais, em igual montante, de cinco milhões de euros no semestre e 2,3 milhões no segundo trimestre.

Do lado EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações), o grupo viu o indicador crescer 12% para 19,4 milhões de euros entre janeiro e junho deste ano. Por sua vez, em termos trimestrais, essa evolução foi igualmente positiva, verificando-se uma subida de 16% para 14,2 milhões de euros no segundo trimestre.

Por sua vez, a margem EBITDA acumulada passou de 21,9% para 22,4%, melhorando 0,4 pontos percentuais. Excluindo o impacto da adoção do IFRS 15, teria havido uma melhoria ainda mais significativa.

Quanto ao resultado operacional (EBIT), este atingiu 16,4 milhões de euros, que comparam com 13,5 milhões do semestre homólogo, uma subida de 22%. Em termos trimestrais, a melhoria foi de 23%.

Ainda no primeiro semestre do ano, os rendimentos com publicidade evoluíram de forma positiva: subiram 3% face ao período homólogo. No segmento da Televisão, o principal negócio da Media Capital, a publicidade registou uma variação positiva de 2% e, no segmento da Rádio, essa subida foi de 3%. Por sua vez, no segmento “Outros”, que inclui as áreas do Digital, Música e Eventos, assim como a holding e os serviços partilhados, a melhoria foi de 19% em termos homólogos.

O grupo reduziu ainda mais a dívida líquida, passando esta para 74,1 milhões de euros no final de junho, representando uma queda de 21,2 milhões de euros.

(Notícia atualizada às 17h31 com mais informação)

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