Europa: 12% dos migrantes são trabalhadores independentes

  • Marta Santos Silva
  • 2 Agosto 2018

Há menos migrantes a trabalhar por conta própria do que cidadãos do país em que residem, mas as percentagens não são muito distantes. Em Portugal, a diferença é muito pequena.

A percentagem de migrantes a trabalhar por conta própria permanece inferior, na União Europeia, à de cidadãos do país onde residem, que são mais vezes trabalhadores independentes, refere esta quinta-feira o Eurostat. O órgão estatístico da União Europeia revelou que dos 30,4 milhões de pessoas na União Europeia que trabalham por conta própria, 3,5 milhões nasceram num país que não é aquele onde exercem atividade, e entre estes 2,2 milhões vieram de fora da União Europeia.

Em percentagem, 12,4% dos migrantes vindos de fora da União Europeia são trabalhadores independentes, enquanto 12,7% dos migrantes que têm origem noutro país da UE trabalham por conta própria. O valor é mais alto para os cidadãos da UE: 14,2% são trabalhadores independentes.

Em Portugal, há 547,5 mil portugueses que são trabalhadores independentes, enquanto existiam 19,5 mil pessoas cidadãs de outros países da União Europeia a trabalharem de forma independente em Portugal. De fora da União Europeia, são 38,3 mil os trabalhadores independentes no país. As percentagens, porém, estão próximas umas das outras — observando o gráfico acima, partilhado pelo órgão estatístico, é possível perceber que Portugal está entre os países onde as taxas de emprego independente entre os cidadãos nacionais, da UE e de outros países são mais próximas.

Estas estatísticas integram-se num pacote do Eurostat relacionado com a facilidade de integração dos migrantes no mercado de trabalho. Nos Estados-membros da União Europeia, os migrantes nascidos fora da União Europeia são trabalhadores por conta própria em maior prevalência em países como a Eslováquia e a República Checa, onde a percentagem ultrapassa os 30% contra valores muito inferiores para os cidadãos nacionais, assim como na Hungria. Já no caso dos migrantes nascidos noutros Estados-membros, estes encontram as maiores taxas de trabalho independente na Polónia (28,3%) e também em Malta (20,3%).

As taxas de trabalho por conta própria para os nascidos no país de residência são mais altas, por sua vez, na Grécia (31%) e também na Itália e na Polónia. Por outro lado, as mais baixas são as registadas na Dinamarca (7,6%) e também em países como a Suécia e a Alemanha.

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