Musk admite tirar Tesla de bolsa com prémio de mais de 20%

  • Lusa e ECO
  • 7 Agosto 2018

Musk usou o Twitter para anunciar que está a ponderar tirar a Tesla de bolsa a 420 dólares por ação, o que representa um prémio de 22,8%. Os títulos da gigante dispararam e a negociação foi suspensa.

Elon Musk anunciou, esta terça-feira, que está a considerar tirar a empresa de carros elétricos de bolsa a 420 dólares por ação, garantindo que tem financiamento assegurado para o fazer. Este valor representa um prémio de 22,8% face ao valor de fecho de segunda-feira, o que fez os títulos da gigante dos carros elétricos a disparar mais de 10%.

“Estou a considerar tornar a Tesla privada a 420 dólares [cerca de 360 euros]. Financiamento assegurado”, escreveu Musk, no Twitter.

O tweet de Musk surgiu horas depois de o Financial Times ter reportado que o Fundo de Saúde soberano da Arábia Saudita (país exportador de petróleo) comprou uma participação significativa (entre 3% e 5%) na Tesla Inc.

As ações da fabricante de carros elétricos chegaram a valorizar-se 7,4% para mais de 367 dólares (317 euros) e a negociação foi interrompida pelas 14:08 locais (19:08 em Lisboa). A 15 minutos do fim da sessão, a negociação foi, no entanto, retomada, tendo as ações da empresa disparado 10,98% para 379,57 dólares.

Com o valor de 420 dólares por ação, o presidente da Tesla está a avaliar a empresa em mais de 70 mil milhões de dólares (60 mil milhões de euros), e a oferecer um prémio de cerca de 22% e que é cerca de 9% superior ao valor mais alto de sempre das ações da fabricante, que era 385 dólares (cerca de 333 euros).

A mensagem do CEO surge também duas semanas após a Tesla ter revelado que teve prejuízos de 717,5 milhões de euros,no segundo trimestre do ano.

A Tesla perdeu milhões para atingir o objetivo de produzir cinco mil exemplares do Modelo 3 por semana até junho. A empresa diz que a produção está a aumentar, com o objetivo e seis mil por semana até ao final e agosto.

O estilo de Musk tem sido criticado por ser visto como conflituante com Wall Street. No início do ano, excluiu dois analistas de uma conferência, depois de perguntas que o incomodaram.

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