Quase 10% das vagas para recrutar médicos ficaram vazias

  • ECO
  • 8 Agosto 2018

Do total de 1.234 vagas disponíveis no concurso para médicos recém-especialistas lançado pelo Governo, 117 ficaram por ocupar. Contudo, em certas áreas houve mais candidatos do que vagas.

O maior concurso para recém-especialistas médicos dos últimos anos ficou com vagas por preencher. Do total de 1.234 vagas disponíveis 117 ficaram vazias, avança o Público (acesso condicionado) nesta quarta-feira. Ou seja, 10% do total de vagas disponíveis. Ainda assim, em várias especialidades houve mais concorrentes do que os lugares disponíveis.

Em causa está o concurso lançado pelo Governo a 26 de julho que tinha como um dos objetivos captar profissionais que estão fora do Serviço Nacional de Saúde (SNS). No total concorreram 1.117 médicos que não foram suficientes para ocupar a totalidade das vagas disponíveis, 378 das quais para medicina geral e familiar e 856 para áreas hospitalares e de saúde pública.

De acordo com dados disponibilizados ao jornal pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), do total de médicos que participaram no concurso, 351 concorreram para medicina geral e familiar e 766 para as áreas hospitalares e saúde pública. Apesar de o número de candidatos ter ficado aquém do objetivo do ministério desejava, em 16 das 44 especialidades o número de candidatos foi igual ou superior ao de vagas lançadas. Foi o que aconteceu com psiquiatria, genética médica, nefrologia, cirurgia geral ou pneumologia, adianta o Público.

Aquando do lançamento do concurso, o secretário de Estado da Saúde, Fernando Araújo, deu uma conferência de imprensa para explicar que o número de vagas estava “cerca de 10 a 15% acima do número de médicos que terminaram o internato”. Na altura justificou a decisão com o objetivo de “tentar captar médicos que estão fora do SNS de modo trazê-los de volta porque precisamos deles seguramente”.

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