Greve de pilotos pode custar 20 milhões de euros à Ryanair em compensações aos passageiros

A greve dos pilotos irlandeses, suecos, belgas e alemães vai afetar cerca de 400 voos e até 67 mil passageiros na Europa. Os passageiros afetados têm direito a compensações até 600 euros.

A greve dos pilotos da Ryanair na próxima sexta-feira, dia 10, pode custar à companhia aérea mais de 20 milhões de euros em compensações aos passageiros afetados.

A paralisação que vai acontecer a partir da madrugada de sexta-feira vai afetar cerca de 400 voos, e 67 mil passageiros em toda a Europa. As estimativas são da AirHelp, empresa especializada na defesa dos direitos dos passageiros aéreos, em comunicado.

Os pilotos da companhia low cost irlandesa que vão fazer greve são da Irlanda, Suécia, Bélgica e Alemanha. Mesmo assim, voos de e para Portugal poderão ser afetados. Já terão sido cancelados quatro voos, um oriundo de Berlim e outro de Frankfurt, ambos com destino a Lisboa, e dois voos com partida de Lisboa e regresso àqueles aeroportos.

Os passageiros devem ser compensados por atrasos e cancelamentos de voos, mesmo que sejam causados por greves de pessoal, graças a uma decisão do Tribunal de Justiça da União Europeia tomada em abril deste ano. Anteriormente, as greves não davam direito a indemnização.

“As companhias devem compensar os seus passageiros com montantes até 600 euros por pessoa, se estes forem afetados por atrasos e cancelamentos nos voos causados por greves de pessoal da companhia”, explica Christian Nielsen, chefe do departamento jurídico da AirHelp, citado em comunicado. Os passageiros devem reclamar o direito à compensação, que tem um prazo de três anos a contar da data da perturbação.

A administração da Ryanair ainda não chegou a acordo com os pilotos, e chama à greve dos funcionários alemães “desnecessária”, num tweet publicado na passada quarta-feira.

Ainda de acordo com as contas da AirHelp, só no mês passado, as greves da Ryanair afetaram mais de 120 mil passageiros, que podem recorrer ao seu direito de receber compensações no valor global de 33 milhões de euros.

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