Costa “surpreendido” com “pecadilhos” de Ricardo Robles

  • ECO
  • 10 Agosto 2018

Sobre caso Ricardo Robles, o primeiro-ministro diz-se "supreendido", até porque não esperava este tipo de "pecadilhos" de quem "prega com tanta virulência a moral política".

O escândalo gerado em torno da venda milionária de um prédio em Alfama pelo bloquista Ricardo Robles deixou António Costa surpreendido. “Nunca imaginei que quem prega com tanta virulência a moral política cometesse pecadilhos”, confessa o primeiro-ministro em entrevista ao Expresso Diário.

No final de julho, tornou-se conhecido que Ricardo Robles — um dos principais críticos da especulação imobiliária — se preparava para encaixar uma mais valia de 4,7 milhões de euros com a venda de um prédio em Alfama, que tinha comprado, em 2014, por 347 mil euros.

De imediato, muitos foram aqueles que apontaram o dedo ao bloquista, chegando mesmo o PSD Lisboa a exigir a sua demissão do cargo de vereador da Câmara de Lisboa, o que não tardou a acontecer. Mesmo depois de ter garantido que a operação “não foi especulativa”, Robles acabou por renunciar ao mandato já que, segundo a sua opinião, a polémica em causa se tinha tornado num “problema político real”. “Criou um enorme constrangimento à minha intervenção como vereador”, afirmou, na ocasião, o bloquista.

Na mesma altura, o CDS-PP chegou a acusar o Bloco de Esquerda de ser “incoerente”, opinião que parece agora também ser partilhada pelo próprio primeiro-ministro.

Ministro da Saúde de saída?

Em entrevista ao mesmo jornal, António Costa aproveitou ainda para deixar um recado àqueles que têm exigido a saída do ministro da Saúde: “Se alguém espera que o professor Adalberto Campos Fernandes deixe de ser ministro da Saúde para que esses problemas se resolvam por arte mágica, podem tirar o cavalinho da chuva”.

Na opinião do governante, neste setor, há “muita facilidade” para generalizar “situações pontuais”. António Costa parece, assim, desdramatizar o cenário de degradação que tem sido pintado por alguns dos seus próprios parceiros políticos, no que diz respeito ao Serviço Nacional de Saúde. Entre os problemas apontados está a falta de enfermeiros provocada pela passagem destes profissionais ao horário das 35 horas, que os críticos dizem não ter sido devidamente compensada com a entrada de mais enfermeiros.

Já sobre as reformas antecipadas, António Costa deixou apenas a nota de que o Governo está a “trabalhar para fazer justiça para quem não teve a infância que podia ter dito”. Nesse sentido, o primeiro-ministro considera que já foram dados dois passos decisivos com a eliminação das penalizações para quem tenha 60 anos de idade e 48 de idade ou 60 anos de idade e tenha começado a descontar desde os 15 anos.

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