Viena destrona Melbourne como melhor cidade para viver. Lisboa sobe dois lugares

Melbourne liderou o ranking da Economist Inteligence Unit durante sete anos. A maior parte das cidades conseguiu melhorar as suas pontuações em relação ao ano passado.

Qual é a cidade com melhores condições para viver? A resposta foi Melbourne, durante sete anos, mas agora mudou. Viena, capital austríaca, passou para o lugar de topo, no ranking da The Economist Intelligence Unit sobre as melhores cidades para viver.

A lista, elaborada pela unidade de análise da revista The Economist, engloba 140 cidades e tem em conta critérios como estabilidade, serviços médicos, educação e ambiente. As cidades austríaca e australiana aumentaram as duas as suas pontuações, mas as melhorias na estabilidade de Viena impulsionaram-na para o primeiro lugar.

A distância entre as concorrentes ao topo foi mínima, já que Viena conseguiu uma pontuação quase perfeita de 99.1 em 100, e Melbourne pontuou 98.4. Só há mais uma cidade europeia no top 10: Copenhaga, na Dinamarca. O resto é composto por cidades australianas (Sidney e Adelaide), canadianas (Calgary, Vancouver e Toronto) e japonesas (Osaca e Tóquio).

A capital portuguesa encontra-se em 54.º lugar, numa subida de dois lugares em relação a 2017. O ranking viu melhorias na pontuação de muitas cidades. Na origem disto estará a estabilização e amenização das ameaças de terrorismo e das medidas de segurança, aponta a EIU. Assim, Paris e Manchester alcançaram uma pontuação mais elevada na lista deste ano, por terem demonstrado resiliência.

A única cidade europeia que registou uma diminuição na estabilidade foi Varsóvia, na Polónia, depois de uma marcha nacionalista juntar cerca de 60 mil pessoas. Este evento representou uma maior possibilidade de desacatos.

Tendencialmente, as cidades que se encontram mais bem classificadas são de dimensão média, em países mais ricos, e com uma densidade populacional relativamente baixa. Já as cidades mais populosas e centrais, como Nova Iorque e Londres, serão “vítimas do seu próprio sucesso”, indica a EIU. Demonstram taxas mais altas de crime e infraestruturas sobrecarregadas.

No fim da lista encontra-se Damasco, na Síria. As cidades que se encontram em posições mais baixas na lista são afetadas por conflitos, que influenciam também a estabilidade e as infraestruturas.

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