Varoufakis diz que vídeo de Centeno sobre Grécia “parece feito pela máquina de propaganda norte-coreana”

  • Rita Frade
  • 20 Agosto 2018

Num dia histórico para a Grécia, vários chefes de Estado e de Governo da União Europeia deixam mensagens de felicitações, mas também de críticas nas redes sociais, como é o caso de Yanis Varoufakis.

Oito anos depois de ter pedido ajuda financeira internacional à União Europeia e ao Fundo Monetário Internacional (FMI), a Grécia concretiza, esta segunda-feira, a saída do seu terceiro programa de assistência. Mas, se para uns é tempo de felicitações, para outros é tempo de tecer duras críticas, como é o caso de Yanis Varoufakis.

Nas redes sociais, o antigo ministro das Finanças grego diz que a “Comissão Europeia insulta a insuportável miséria da Grécia com um vídeo da máquina de propaganda norte-coreana“.

O comentário de Yanis Varoufakis surge depois de a Comissão Europeia ter partilhado um vídeo, onde o presidente do Eurogrupo e também ministro das Finanças português, Mário Centeno, anuncia o fim do calvário grego.

Para outras personalidades da vida política da União Europeia — como o vice-presidente da Comissão Europeia, Valdis Dombrovskis, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, ou até mesmo o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker — é tempo de parabenizar a Grécia pelo dia histórico que está a viver.

Por cá, o primeiro-ministro português, António Costa, também já deixou uma mensagem, onde felicita o seu homologo grego, Alexis Tsipras, pelo fim dos programas de assistência à Grécia.

Álvaro Santos Pereira diz, no Twitter, que “hoje é um dia importante para a Grécia“. Para o economista-chefe da OCDE, “uma saída limpa do programa de ajustamento é, de longe, a melhor estratégia, uma vez que permitirá à Grécia recuperar a sua autonomia em termos de política económica“.

Depois de mais de 3.000 dias, três regastes e 300 mil milhões de euros, chega, assim, ao fim o programa de assistência daquele que foi o primeiro e o último país a pedir ajuda financeira à União Europeia e ao Fundo Monetário Internacional (FMI). O primeiro resgate da Grécia aconteceu em maio de 2010, o segundo em 2012 e o último em 2015, já com Varoufakis afastado do governo de Tsipras.

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