Facebook e Twitter removem perfis controlados pelo Irão e pela Rússia

O Facebook e o Twitter suspenderam e removeram mais de nove centenas de perfis, páginas e grupos por suspeitas de comportamentos fraudulentos e manipuladores.

Mais de 600 contas foram suspensas e removidas pelo Facebook por suspeitas de comportamentos fraudulentos e manipuladores. Também o Twitter apagou quase três centenas de perfis por razões semelhantes. Em ambos os casos, foram detetadas influências iranianas e russas com objetivo claro de influenciar o posicionamento político dos demais internautas, avança o TechCrunch, esta quarta-feira.

Depois de vários meses de investigação, a rede social criada por Mark Zuckerberg concluiu que múltiplas contas fraudulentas estavam a ser controladas a partir do Irão e da Rússia. “Banimos este tipo de comportamento, porque queremos que os nossos utilizadores confiem nas conexões que concretizam”, explica o Facebook, em comunicado citado pela BBC News.

Os perfis e páginas removidos tinham como principal alvo o Médio Oriente, em particular o seu panorama político e os migrantes com origem nesta região geográfica. Por exemplo, uma das páginas removidas do Facebook pertencia a uma organização que queria chamar a atenção dos utilizadores para os atos de violência cometidos por imigrantes. Além disso, verificaram-se várias campanhas a favor de narrativas anti-israelitas, anti-sauditas e pró-palestinianas.

“Em parceria com os nossos pares, hoje suspendemos 284 contas por ‘manipulação coordenada'”, notou também o Twitter, numa publicação partilhada na própria plataforma. De acordo com a rede social de Jack Dorsey, o objetivo desta operação é auxiliar as investigações a este tipo de atividades manipuladoras.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Facebook e Twitter removem perfis controlados pelo Irão e pela Rússia

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião