Trump acusa Google de manipular resultados de pesquisas. Google contra-ataca

Para o presidente norte-americano, os resultados que aparecem no Google quando se pesquisa o seu nome são maioritariamente notícias negativas de meios de comunicação de esquerda, e "fake news".

Depois da Amazon, a Google. O presidente norte-americano acusou a gigante tecnológica norte-americana de filtrar os resultados das procuras do seu nome de maneira a que apareçam primeiro notícias negativas ou de meios que associa a “fake news”.

Em tweets publicados nesta terça-feira, na sua conta verificada, o presidente diz que os media republicanos e conservativos são excluídos, e destaca ainda a CNN como um dos órgãos de comunicação “falsos” que mais aparece. Trump deixa o aviso e garante que a situação “muito séria” vai ser tratada.

Em resposta a estas acusações, uma fonte oficial da Google explica ao ECO que “quando os utilizadores perguntam por algo na barra de pesquisa do Google, o objetivo é garantir que os utilizadores recebam as respostas mais relevantes numa questão de segundos”.

A pesquisa “não é utilizada para definir uma agenda política e não distorcemos os nossos resultados para qualquer ideologia política“, garante fonte oficial da empresa. Destacam ainda que os algoritmos são “melhorados todos os anos”, e referem que “nunca classificamos os resultados da pesquisa de forma a manipular o sentimento político.”

Alguns meios de comunicação norte-americanos já se tinham insurgido contra a retórica de Trump, que chegou a chamar à comunicação social “o inimigo do povo norte-americano”. Mais de 100 jornais dos Estados Unidos publicaram editoriais sobre os perigos do ataque do Governo à imprensa.

No entanto, Trump parece ter mudado recentemente a sua opinião em relação à multinacional: quando a Google foi multada pela Comissão Europeia, o presidente norte-americano expressou o seu apoio pela empresa, que apelidou uma das grandes americanas.

(Notícia atualizada às 16h29 com a reação da Google)

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