PS vê pessoas como “trunfos eleitorais e não destinatários” de políticas, diz JSD

  • Lusa
  • 30 Agosto 2018

A presidente da Juventude Social-Democrata (JSD), Margarida Balseiro Lopes, acusou o PS de "muitas das vezes" olhar para os cidadãos como "trunfos eleitorais e não destinatários" da ação política.

A presidente da Juventude Social-Democrata (JSD), Margarida Balseiro Lopes, acusou esta quinta-feira o PS de “muitas das vezes” olhar para os cidadãos como “trunfos eleitorais e não destinatários” da ação política.

O PSD, advogou a dirigente numa sessão nos Açores, na ilha de Santa Maria, é o partido que tem uma “melhor visão da sociedade, do mundo, do país, da região”, e, falando perante dezenas de jovens, asseverou que o cartão de militante não significa a entrega “do cérebro nem do sentido crítico”.

“É por isso que choca tanto que muitas das vezes o PS olhe para as pessoas como ganhos ou trunfos eleitorais e não destinatários da ação política”, sustentou Margarida Balseiro Lopes.

Para a líder dos jovens sociais-democratas, o PS nos Açores, com a sua governação, oferece a quem começa a carreira laboral “estágios e estágios, vendendo ilusões” e sem proporcionar “ferramentas” para que cada jovem “se possa afirmar a longo prazo” com os seus “projetos de vida”.

Depois, e traçando um comparativo com o executivo da Madeira, do PSD, Balseiro Lopes sublinhou que no campo da Educação o executivo madeirense quis, “independentemente da vontade do Governo da República”, resolver a questão do tempo de carreira dos professores.

“Aqui [nos Açores], o Governo do PS está à espera da autorização ou da vontade do Governo da República”, também socialista, frisou a presidente da JSD.

A quinta edição da Universidade de Verão do PSD/Açores e da JSD/Açores iniciou-se esta manhã com a presença da líder dos jovens sociais-democratas, mas sem o presidente do partido, que chegou a integrar o programa.

Ao longo de quatro dias, estão reunidos na ilha de Santa Maria cerca de 30 jovens açorianos, em jornadas que vão “abordar as grandes questões dos Açores e do mundo, como inovação e tecnologia, turismo, União Europeia, poder local, participação na política, agricultura, coesão e comunicação”.

Deputados locais, nacionais e ao Parlamento Europeu, autarcas e outras figuras da sociedade civil, casos de Gonçalo Lobo Xavier, membro do Comité Económico e Social Europeu, Ana Andrade, professora da Universidade Católica Portuguesa, ou Carlos Santos, presidente do Observatório do Turismo dos Açores, integram também os trabalhos a decorrer na Vila do Porto.

Entre a primeira edição da Universidade de Verão, em 2014, e contando com a edição deste ano, passaram pelo evento de formação política e cívica cerca de 160 jovens de todas as ilhas dos Açores.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

PS vê pessoas como “trunfos eleitorais e não destinatários” de políticas, diz JSD

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião