CDS diz que o próximo Orçamento vai ser “manta de retalhos” para agradar a BE, PCP e PEV

  • Lusa
  • 6 Setembro 2018

Nuno Magalhães diz que "todos os orçamentos que foram aprovados por esta maioria, por este Governo, na verdade, foram orçamentos de faz-de-conta". O próximo será uma "manta de retalhos".

O líder parlamentar do CDS-PP considera que todos os Orçamentos do Estado aprovados pela atual maioria foram de “faz-de-conta”, antecipando que o de 2019 será uma “manta de retalhos” para agradar a BE, PCP e PEV.

Em entrevista à Lusa a propósito do Orçamento do Estado para 2019 (OE2019), Nuno Magalhães foi questionado sobre os avisos vindos do Presidente da República para que este não seja um documento com medidas eleitoralistas.

“Eleitoralistas são todos porque todos eles vendem uma realidade que depois não existe. Todos os orçamentos que foram aprovados por esta maioria, por este Governo, na verdade, foram orçamentos de faz-de-conta”, criticou.

A justificação, para o líder parlamentar centrista, é simples e prende-se com as cativações: “promete-se um aumento de 2% num orçamento de um determinado ministério e depois cativa-se 7%. Aquilo que se vendeu em subir 2%, na verdade, desce-se 5%”.

"Eleitoralistas são todos porque todos eles vendem uma realidade que depois não existe. Todos os orçamentos que foram aprovados por esta maioria, por este Governo, na verdade, foram orçamentos de faz-de-conta.”

Nuno Magalhães

Líder parlamentar do CDS-PP

“Eu acho que vai continuar esta política do faz de conta, que vai ser um orçamento tipo manta de retalhos, em que se procura agradar ao PCP, ao Bloco e ao PEV, mas que não vai ter nenhuma coerência, sobretudo não vai ser ambicioso como podia e devia ser do ponto de vista do crescimento económico”, lamentou.

Nuno Magalhães continuou na ofensiva aos partidos que compõem a geringonça considerando que “todas essas tensões, esses amuos são mero teatro” e que “a esquerda está indelevelmente comprometida com este projeto” do Governo minoritário, que antevê que “irá até ao fim”.

“Nós iremos assistir até à aprovação final do Orçamento do Estado a esta tentativa mal disfarçada de Bloco de Esquerda e PCP fingirem que não estão no Governo que estão e que o apoiam há quatro anos, há três orçamentos”, anteviu.

Para o líder da bancada do CDS-PP, os três partidos à esquerda que apoiam o PS “são responsáveis por aquilo de bom, mas também por aquilo de mau”.

São responsáveis pelas cativações, são responsáveis pelos cortes drásticos na saúde, na educação, nos transportes, nas forças de segurança, são responsáveis pela maior carga fiscal de sempre desde que há estatísticas, pelo imposto sobre a gasolina ser escandalosamente grande e com isso afetar toda a gente, são responsáveis por casos muito mal explicados como Tancos, são responsáveis por em Pedrógão ter falhado tudo e até o apoio e os donativos parece estar a falhar, são responsáveis por Portugal neste momento, de alguma forma, a esquecer os nossos compatriotas na Venezuela”, elencou.

Na opinião de Nuno Magalhães “é cada vez mais visível que independentemente dos teatros, dos amuos, dos fingimentos, esta maioria irá ao teu fim e será julgada por isso mesmo”.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

CDS diz que o próximo Orçamento vai ser “manta de retalhos” para agradar a BE, PCP e PEV

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião