British Airways atacada. Dados financeiros e pessoais de 380 mil clientes foram roubados

  • ECO
  • 7 Setembro 2018

O roubo destes dados ocorreu durante uma falha informática que afetou as reservas feitas no site e na aplicação móvel da British Airways, entre os dias 21 de agosto e 5 de setembro.

A British Airways foi alvo de um ataque informático que ameaça a segurança de milhares de clientes. A imprensa internacional dá conta de que foram roubados os dados pessoais e financeiros de 380 mil clientes que fizeram reservas na companhia aérea britânica nas últimas semanas.

Segundo a International Airlines Group (IAG), que detém a companhia aérea, citada pela Reuters, o roubo destes dados ocorreu durante uma falha informática que afetou as reservas feitas no site e na aplicação móvel da British Airways, entre os dias 21 de agosto e 5 de setembro.

Em causa estão os dados de 380 mil pagamentos feitos através de cartão de crédito, que foram roubados, segundo a empresa.

Em comunicado após o sucedido, o presidente executivo da British Airways, Alex Cruz, pediu desculpa e garantiu que a companhia “leva muito a sério a proteção dos dados dos seus clientes”. Os investidores não gostaram: as ações caem 2,26% para os 665,8 pences de libra.

A empresa assegura ainda que não foram roubadas informações sobre as viagens ou detalhes dos passaportes, mas aconselha todos os clientes que tenham feito reservas no período afetado a contactarem com seus bancos.

“Nós vamos indemnizar (os clientes) por todos os danos que possam ter sofrido”, disse o diretor-geral da British Airways, Alex Cruz, em entrevista à rádio BBC 4 acrescentando que os clientes afetados vão ser contactados de “forma prioritária”.

Esta não é a primeira vez que a empresa é afetada por um ataque informático de larga escala. Em maio de 2017, sofreu um falha de sistema, causada por um problema de fornecimento de energia perto do aeroporto de Heathrow, em Londres, e que afetou 75 mil passageiros num dos aeroportos mais movimentados da Europa.

Na altura, a British garantiu que iria tomar medidas para que um incidente semelhante não se repetisse, mas, em julho do mesmo ano, viu-se obrigada a cancelar e atrasar voos no mesmo aeroporto, novamente por problemas no sistema informático.

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