Número de Lojas do Cidadão quase duplicará em quatro anos

  • Lusa
  • 7 Setembro 2018

Além das 17 Lojas do Cidadão que o Governo de Costa abriu até hoje, há mais seis que começarão a funcionar até ao final deste ano e mais onze até ao final do próximo ano.

O primeiro-ministro, António Costa, garantiu esta sexta-feira que, no final desta legislatura, o seu Governo terá aberto mais 34 Lojas do Cidadão, quase que duplicando o número comparativamente às que foram criadas nos 16 anos antes de tomar posse.

Ao intervir na sessão de inauguração da Loja do Cidadão de Nelas, no distrito de Viseu, António Costa lembrou que a primeira “apareceu em finais de 1999 e, nos 16 anos seguintes, abriram 37”. Segundo António Costa, além das 17 Lojas do Cidadão que este Governo abriu até hoje, há mais seis que começarão a funcionar até ao final deste ano e mais onze até ao final do próximo ano. “Só por três é que não diremos que, em quatro anos, duplicámos aquilo que foi feito nos 16 anos anteriores”, frisou.

O primeiro-ministro exemplificou com o caso do distrito de Viseu, onde o número de Lojas do Cidadão foi triplicado. “Há dois anos, havia no distrito duas Lojas de Cidadão: uma em Viseu e outra em Resende”, lembrou, enumerando que agora as há também em Nelas, Sátão, Carregal do Sal, Penalva do Castelo, Tondela e Oliveira de Frades.

Se no que respeita às Lojas do Cidadão o número quase foi duplicado em quatro anos, relativamente aos Espaços do Cidadão essa marca já foi ultrapassada. “Dos 337 que existiam à data da tomada de posse deste Governo, no final deste ano teremos acrescentado mais 424”, realçou.

António Costa considerou que este é um caminho que o Governo tem de continuar a prosseguir, “dando uma especial atenção aos territórios de fronteira, de interior, de baixa densidade”. Aberta desde o final de novembro de 2017, a Loja do Cidadão de Nelas representou um investimento de 360 mil euros (com 280 de apoio do FEDER).

O presidente da Câmara de Nelas, Borges da Silva, contou que foram também criados Espaços do Cidadão em Canas de Senhorim e em Santar, num investimento direto do município de mais de cem mil euros.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Número de Lojas do Cidadão quase duplicará em quatro anos

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião