Sporting dispara 18%. Novo presidente põe ações em máximos de um mês

Ações do clube dos leões seguem a valorizar mais de 17%, um dia depois de Frederico Varandas ter sido eleito presidente.

O Sporting acentuou os ganhos em bolsa, um dia depois de Frederico Varandas ter sido eleito presidente. Perante a perspetiva de regresso à estabilidade do clube, as ações da SAD registam a maior subida em quase um mês, liderando mesmo os ganhos na praça portuguesa.

Depois de terem registado uma subida de 7% na primeira chamada (os títulos da SAD do Sporting não negoceiam em contínuo como a generalidade das cotadas na bolsa de Lisboa), na segunda chamada os ganhos tornaram-se ainda mais expressivos. Com quase nove mil títulos negociados, as ações dispararam 17,86% para 82,5 cêntimos. Estão em máximos de 13 de agosto.

Ações disparam com Varandas na presidência

Este movimento acontece depois de uma eleição histórica no Sporting, que contou com a participação de 22.510 sócios. Frederico Varandas foi eleito, este fim de semana, como 43.º presidente do Sporting.

No discurso de tomada de posse, o novo responsável pelo clube garantiu que irá “virar a página” dos acontecimentos recentes e sublinhou a luta por um “Sporting forte e unido”, prometendo ainda que o clube leonino irá ganhar o campeonato nacional ao longo do seu mandato.

O novo presidente está, para já, a animar os investidores. Mas, pela frente, Frederico Varandas tem um caminho de consolidação de contas. No último ano, terminado em 30 de junho, o Sporting apresentou um prejuízo de 19,9 milhões de euros e viu os capitais próprios a caírem para um valor negativo de 13,3 milhões de euros. O clube está, assim, em falência técnica.

Entre as prioridades apresentadas durante a candidatura de Frederico Varandas, está a emissão de um novo empréstimo obrigacionista até 60 milhões de euros, bem como a reestruturação do passivo bancário, com a compra de dívida com desconto e a securitização do contrato da Nos. Para além disso, o novo presidente pretende que haja uma manutenção da maioria do capital da SAD e, se possível, um aumento. O novo presidente prometeu ainda exigir a todos os elementos da equipa de direção que apresentem a declaração de rendimentos.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Sporting dispara 18%. Novo presidente põe ações em máximos de um mês

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião