Portugal é dos países da União Europeia que menos gasta com lazer, cultura e religião

Portugal gasta 0,8% do PIB em despesas com o lazer, a cultura e a religião. Menos do que os 1% investidos, em média, pelos países da União Europeia. Hungria está no pódio.

Portugal é dos países da União Europeia (U.E) que menos gasta em despesas relacionadas com cultura, religião e lazer. Em 2016, estas despesas representaram apenas 0,8% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, valor igual ao que registou a Grécia e a Itália, de acordo com os dados revelados pelo Gabinete de Estatísticas da União Europeia, o Eurostat.

Abaixo de Portugal, da Grécia e da Itália está o Reino Unido, que gasta apenas 0,6% do seu PIB nestas despesas e, em último lugar, a Irlanda, que regista gastos na ordem dos 0,5%.

Do lado oposto, a Hungria foi o país que apresentou as maiores despesas públicas nestas áreas, cerca de 3,3% do seu PIB. Logo a seguir a Estónia (2,1%) e, a partilhar o terceiro lugar do pódio, ficou a Croácia e a Dinamarca (ambas 1,8%).

Na União Europeia, as despesas das administrações públicas em cultura, religião e lazer foram de 1% do PIB no passado ano de 2016, um valor que não se alterou quando comparado com os números de 2015. A maior parte das despesas foi dedicada aos serviços culturais (0,4%), bem como aos serviços de lazer e desportivos (0,3%). Com os serviços de transmissão foi gasto 0,2% do PIB e apenas 0,1% com serviços religiosos e outros serviços comunitários.

Já na Zona Euro, o valor foi ligeiramente superior (1,1%), no entanto também se manteve inalterado em relação a 2015.

Entende-se por despesas das administrações públicas em cultura, religião e lazer, os gastos em instalações desportivas e de lazer, bibliotecas, museus, teatros, serviços de transmissão e instalações para serviços religiosos, entre outros serviços comunitários.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Portugal é dos países da União Europeia que menos gasta com lazer, cultura e religião

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião