Florence deixa petróleo a cêntimos dos 80 dólares

Furacões há muitos. E é no verão que "atacam" no Atlântico Norte. O Florence destaca-se pela intensidade, mas também pela rota que está a seguir, ameaçando a produção petrolífera nos EUA.

Podia ser apenas mais um, mas este é um furacão especial. O Florence está a ganhar força à medida que se aproxima de terra, seguindo em direção às plataformas petrolíferas norte-americanas. A interrupção na produção da matéria-prima está a puxar pelos preços do petróleo nos mercados internacionais, colocando o barril bem perto da fasquia dos 80 dólares.

O Florence, que alcançou a categoria 4 (na escala de Saffir-Simpson, composta por cinco níveis, com ventos até 220 quilómetros/hora) e dirige-se para a costa leste dos EUA. Ainda não chegou a terra, mas as chuvas fortes que já atingem as plataformas petrolíferas nos EUA já estão a ter impacto nas cotações.

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, está a valorizar quase 1%, para cotar nos 69,89 dólares. Está a aproximar-se dos 70 dólares numa altura em que o Brent, que serve de referência para as importações de Portugal, está a cêntimos de superar a fasquia dos 80. Está a cotar nos 79,31 dólares, com uma subida de 0,32%.

Petróleo ganha força nos mercados

Têm sido sessões marcadas por ganhos acentuados nos preços da matéria-prima, com os investidores atentos a uma potencial quebra na oferta perante a passagem deste furacão. O Centro de Furacões dos EUA admite que o Florence possa ser o pior a atingir a zona em 30 anos.

A puxar pelos preços está também a quebra nos inventários da maior economia do mundo. De acordo com o American Petroleum Institute (API), os stocks de petróleo caíram 8,6 milhões de barris na semana encerrada em 7 de setembro, para 395,9 milhões de barris. Os analistas consultados pela Reuters apontavam para uma quebra, mas apenas de 805 mil de barris.

“Os preços do petróleo subiram durante a noite, com os dados dos inventários do API a mostrarem uma grande redução nos stocks“, disse William O’Loughlin, analista de investimentos da Rivkin Securities, da Austrália, à agência noticiosa.

Além da esperada quebra na produção devido ao furacão, há já uma redução na oferta demonstrada pelos inventários dos EUA que está puxar pelos preços numa altura em que estão iminentes sanções contra o Irão. Três fatores que travam a oferta da matéria-prima nos mercados nacionais quando a procura está a ganhar ritmo.

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