Menos reabilitações, mais construções novas. Aumentam os edifícios a ser construídos em Portugal

No segundo trimestre do ano, 5,6 mil edifícios foram licenciados, e 3,6 mil edifícios ficaram concluídos em Portugal. Verificaram-se mais construções novas do que reabilitações.

A procura por casa em Portugal é uma atividade comum nestes dias, quer por estrangeiros como por portugueses. O mercado responde a isso, não apenas com a reabilitação de casas mas, agora com mais frequência, com a construção de casas novas. No segundo trimestre deste ano foram licenciados 5,6 mil edifícios em Portugal, mais 19,1% face ao período homólogo, e um aumento de 5,4% relativamente ao primeiro trimestre do ano. Foram demolidos 412 edifícios.

A prática de comprar edifícios para recuperar parece estar a perder terreno para as novas construções. Das licenças concedidas no segundo trimestre, 67,9% dizem respeito a construções novas, das quais a maioria se destina a habitação familiar, revelam os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

É no Algarve, região tradicionalmente procurada no verão, que se encontra uma maior variação nos edifícios licenciados, num aumento de 61,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Também em Lisboa se concederam mais licenças, assim como na Região Autónoma da Madeira. O Norte foi o local com menos prédios licenciados, mas mesmo assim também registou uma subida homóloga.

Os fogos licenciados concentram-se num “reduzido número de municípios”, destaca o INE. Aproximadamente um quinto dos fogos com licença encontra-se nos municípios do Porto, Braga, Guimarães, Alcobaça e Olhão.

Também se viram mais obras terminadas, com 3,6 mil edifícios concluídos. Este número traduz-se numa subida de 17,9% face ao período homólogo, e de 15,7% relativamente ao trimestre anterior. A maioria corresponde a construções novas, que aumentaram 30,7% face ao segundo trimestre de 2017. Já as obras concluídas de reabilitação diminuíram 11,3%.

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