Cristas: Taxa Robles é o “Bloco de Esquerda a lavar a sua consciência”

Assunção Cristas não poupa críticas à proposta do BE no imobiliário. E garante que o CDS "é a alternativa clarinha" ao Governo.

A proposta apresentada pelo Bloco de Esquerda (BE) para travar a especulação imobiliária é uma tentativa do partido “lavar a sua consciência”, afirma Assunção Cristas. Numa entrevista à RTP, a líder do CDS falou ainda sobre o Governo de António Costa, afirmando que Mário Centeno fez “um Orçamento do Estado para 2019 fantasioso e não rigoroso“, apelidando-o de “campeão das cativações”.

Questionada sobre a proposta apresentada pelo BE — que prevê sujeitar a uma taxa especial quem compra e vende num curto período de tempo e com muito lucro –, Assunção Cristas respondeu, sem hesitar: “É o BE a lavar a sua consciência, mas não consegue e quer fazê-lo pelo canal errado“. Conforme explicou, as propostas apresentadas pelo CDS no âmbito da habitação “vão no sentido de ter medidas para fomentar o crescimento da economia”, pois “não podemos ter uma economia dependente do turismo”.

Para a ex-ministra, o importante neste momento é “combater a especulação imobiliária e dar habitação a muitas pessoas“, para além de “pegar no património público, com grandes proprietários como a Santa Casa da Misericórdia e Câmara de Lisboa” e arrendá-lo a quem mais precisa.

Questionada se o CDS tem culpa pelo estado em que se encontra a especulação imobiliária nas grandes cidades, Cristas explicou: “Em 2011, quando chegámos, tínhamos uma envolvente muito clara: um país na bancarrota (…) e os centros das cidades degradados e a cair de podres por causa do congelamento de décadas de rendas. Foi preciso uma reforma rápida — e certamente que teria sido possível fazer melhor –, mas, naquele contexto, conseguimos acautelar as circunstâncias mais graves: a fragilidade económica e a idade“.

“Neste momento somos a alternativa clarinha”

Em termos do Orçamento do Estado para 2019, a líder do CDS não poupou nas palavras: “Este Governo tem um primeiro-ministro e um ministro, o resto são todos secretários de Estado“. Confrontada com os resultados orçamentais de Mário Centeno, Cristas respondeu que “faz um orçamento fantasioso, não rigoroso”, apelidando o ministro das Finanças de “campeão das cativações”, uma vez que “esconde o desgoverno do Governo nas cativações”.

Centeno “diz às pessoas que vão ter dinheiro para isto e para aquilo, engana os parceiros da governação e, a seguir, agarra o dinheiro com toda a força. Isso é enganar as pessoas, os parceiros da governação e os colegas do Governo”, disse, afirmando que não se revê nessa forma de governação.

Assim, afirmou: “O CDS é a alternativa. Neste momento somos a alternativa clarinha“. E, quando falamos de uma possível coligação com o Aliança — o novo partido de Pedro Santana Lopes –, Cristas explicou que “a única solução onde o CDS se revê é um bloco alternativo de centro-direita”. “Convergimos nesta ideia de que é preciso haver uma alternativa. Eu trabalho para contribuir, o mais possível, para estes 116 deputados. Nós queremos estar num bloco alternativo”, completou.

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