Paulo Gonçalves sai do Benfica

  • Lusa
  • 17 Setembro 2018

Até aqui assessor jurídico do Benfica, Paulo Gonçalves chegou a acordo com a SAD para "a cessação do seu contrato de trabalho". Arguido no caso e-toupeira, vai dedicar-se "à sua defesa".

O Benfica anunciou ter celebrado “um acordo para a cessação do contrato de trabalho” do assessor jurídico Paulo Gonçalves, arguido no caso e-toupeira, por “razões de natureza pessoal”, e elogiou o antigo dirigente.

“A Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD vem comunicar que, por proposta de Paulo Gonçalves, celebrou hoje [segunda-feira] um acordo para a cessação do contrato de trabalho”, pode ler-se numa nota da sociedade encarnada à comunicação social.

Segundo as águias, a proposta partiu do assessor jurídico e na base da decisão estão “razões de natureza pessoal, em especial a necessidade de se dedicar à sua defesa num processo judicial” e “em nada” relacionadas “com o exercício de funções que lhe estavam confiadas”. O Ministério Público (MP) acusou dois funcionários judiciais, a SAD do Benfica e um colaborador de vários crimes, incluindo corrupção, favorecimento pessoal, peculato e falsidade informática, no caso ‘e-toupeira’.

Na mesma nota, a SAD do Benfica agradece o trabalho de Paulo Gonçalves “ao longo de 12 épocas desportivas e até hoje”, realçando “o profissionalismo, a lealdade, a integridade e a dedicação” do agora ex-assessor jurídico.

Em 13 de setembro, o vice-presidente dos lisboetas Varandas Fernandes defendeu, em conferência de imprensa, a ligação entre as duas partes, e manifestou acreditar na inocência de Gonçalves. “Até prova em contrário, acredito na sua inocência. Não está julgado, está acusado. A justiça vai encarregar-se de apurar se tem ou não responsabilidade de ser acusado”, frisou.

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