Visita de Costa a Angola é “oportuníssima”, diz Jorge Coelho

  • Lusa
  • 17 Setembro 2018

Jorge Coelho mostrou-se otimista quanto à "saúde" da Mota Engil em Angola e frisou que a visita de António Costa é "oportuníssima", uma vez que Portugal precisa muito de Angola e vice-versa.

O conselheiro da construtora portuguesa Mota Engil Jorge Coelho remeteu esta segunda-feira para o primeiro-ministro português, António Costa, a questão das dívidas do Estado angolano às empresas.

“Não me meto nisso. Está cá o primeiro-ministro para tratar dessas coisas”, afirmou o antigo ministro português, salientando que a visita de António Costa é “oportuníssima, uma vez que Portugal precisa muito de Angola e vice-versa, disse à Lusa Jorge Coelho, à margem de um encontro do governante, que chegou hoje a Luanda para uma visita de trabalho de dois dias, com empresários portugueses que operam em Angola.

A visita é “oportuníssima. Há oito anos que não vinha cá um primeiro-ministro a Angola. Ser feita esta visita e anunciada, de imediato, a do Presidente angolano a Portugal é importantíssimo, porque este é um país que tem uma relação histórica extraordinária com Portugal, tem uma capacidade de desenvolvimento notável, precisa muito de Portugal como Portugal também precisa muito de Angola”, referiu.

Para Jorge Coelho, os trabalhadores e técnicos portugueses em Angola “não são substituíveis”, pois já mostraram a sua “capacidade de inserção na sociedade” e o “conhecimento do país”, fatores que considerou “muito importantes”.

“Como também é muito importante o investimento que os empresários angolanos fazem em Portugal. São dois países que têm tudo a ganhar pelo facto de terem relações políticas e económicas boas como acontece neste momento, e isso é bom”, salientou.

Sobre a “saúde” da Mota-Engil em Angola, Jorge Coelho mostrou-se otimista, destacando que a construtora tem 70 anos de presença no país e que, como tal, já passou por bons e maus momentos. “A Mota Engil em Angola está bem, está cá há 70 anos, tem muitos anos de permanência de Angola, e está numa situação normal, quer a empresa quer as centenas de quadros portugueses que cá tem aqui a trabalhar. E tem uma perspetiva, tal como disse José António Mota [presidente da empresa] ao primeiro-ministro [António Costa], positiva face a esta nova era que se está a criar em Angola. Temos uma visão muito positiva do país e daquilo que vai ser o futuro, que é o que importa agora”, afirmou.

Admitindo que a crise angolana “afetou todas as empresas” que estão em Angola – “o país teve aqui alguns dissabores” -, Jorge Coelho referiu que a Mota Engil soube “ajustar-se” à situação, pelo que está “preparada” para o futuro.

A situação da Mota Engil é “normal. A empresa está habituada a passar em Angola momentos melhores e piores e é por isso que os grandes grupos têm de ter uma estratégia para todos os momentos que os países onde estão têm, com respeito por um país soberano, independente, com um Governo próprio. A nós, empresa cujo capital acionista tem capital significativo angolano, tem sempre uma estratégia que nos permite estar a acreditar num futuro melhor”, terminou.

(Nota: Título foi corrigido às 20h45)

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