REITs estão para breve. Governo quer apresentar proposta até ao final do ano

  • ECO
  • 18 Setembro 2018

Pedro Siza Vieira anunciou a intenção do Governo em apresentar no Parlamento uma proposta para criar sociedades de investimento imobiliário.

O Governo espera apresentar, até ao final do ano, uma proposta sobre a criação de REITsReal Estate Investment Trust –, sociedades de investimento em imobiliário, anunciou Pedro Siza Vieira, em declarações no Portugal Real Estate Summit, citadas pelo Dinheiro Vivo. O objetivo passa por aumentar a oferta do mercado de arrendamento de longa duração no país.

São sociedades que terão o seu capital admitido à cotação e que captam poupanças para depois as investirem em imóveis para arrendamento de longa duração. As sociedades só poderão deter imóveis que terão de ter em carteira durante um período longo e têm que estar dedicados ao arrendamento. Isto não existe neste momento em Portugal”, disse o ministro-adjunto, durante o Portugal Real Estate Summit, no Estoril.

Estas ferramentas de investimento poderão estrear-se em Portugal, mas em Espanha, por exemplo, já são bastante conhecidas — as chamadas SOCIMI. Para que possam ser aplicadas por cá, é necessário implementar um regime fiscal e regulatório, algo que o Governo pretende fazer até ao final do ano.

“O Governo já preparou um pacote para melhorar a oferta de habitação acessível e de arrendamento de longo prazo para as famílias de classe média. Queremos agora dar um passo adicional criando sociedades de investimento que só possam investir em imóveis para arrendamento. Existem vários veículos, como fundos e sociedades, que investem em imóveis para comprar e revender. Mas o que precisamos é de trazer investimento para o arrendamento. Com isto estamos a colmatar uma falha de mercado que precisa de uma resposta que não está a ser dada. Esperamos que com isto possamos dar um contributo para o aumento da habitação a preços acessíveis nas cidades”, continuou Siza Vieira.

Os REITs permitem aos investidores investir no setor imobiliário, distribuindo cerca de 80% a 90% dos lucros em forma de dividendos. “Temos muitas empresas a investir em Portugal, a criar empregos, que precisam de espaço para escritórios. Este tipo de investimento produtivo precisa de uma oferta de arrendamento que só veículos exclusivamente dedicados à detenção de imóveis para arrendamento poderão satisfazer”, rematou.

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