Bruxelas repreende Ryanair por não adotar legislação de cada país onde opera

A Comissão aconselhou a empresa low-cost a submeter-se, de imediato, à legislação laboral dos países onde tem as suas bases. "Há regras e estas são muito claras", disse Violeta Bluc.

Uma semana depois da maior greve vivida na companhia aérea irlandesa Ryanair, a Comissão europeia decidiu intervir no conflito. Violeta Bluc, comissária europeia para o Transporte, aconselhou a empresa low-cost a submeter-se, de imediato, à legislação laboral dos países onde tem as suas bases. “Há regras e estas são muito claras”, disse, citada pelo El País (acesso livre, conteúdo em espanhol).

A comissária europeia para o Emprego e Assuntos Sociais, Marianne Thyssen, interveio também, dizendo que é o “sítio onde o trabalhador se levanta e regressa para ir dormir que determina” a lei que deverá ser aplicada.

A Ryanair enfrentou uma semana de greve dos tripulantes de cabine de Espanha, Portugal, Itália, Bélgica e Holanda. Os sindicatos denunciaram a política laboral da companhia aérea, que contrata os trabalhadores de acordo com a legislação irlandesa, em vez de fazê-lo tendo em conta a legislação dos países onde tem bases.

Na passada quarta-feira, Bruxelas lançou um aviso à irlandesa: a responsabilidade não está apenas no ar, está também na terra, com os trabalhadores.

Ainda assim, as comissárias valorizaram o facto de a companhia ter enviado uma carta para Bruxelas, na qual expressava a sua intenção de assinar contratos em cada um dos países onde tem bases. Esta semana, a Ryanair colocou em cima da mesa essa proposta para os trabalhadores belgas, ainda que só a partir de 2020. Uma condição que para os sindicatos é inaceitável e para a Comissão também.

“É um começo que se negoceie. A questão é qual o material que se leva para a mesa”, afirmou Bluc.

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