Rio apoia Governo quer reconduza PGR ou escolha fora do Ministério Público

  • Lusa
  • 20 Setembro 2018

Rui Rio considera que o Governo pode entender não voltar a nomear Joana Marques Vidal para PGR, caso em que o PSD entende que deve ser escolhido alguém fora do Ministério Público.

O líder do PSD defendeu hoje a recondução da procuradora-geral da República, mas caso não seja esse o entendimento do Governo, sugeriu alguém com um perfil de isenção, conhecimento e respeitabilidade como um juiz ou um professor de Direito.

“Se for vontade do Governo (…), não nomear a doutora Joana Marques Vidal, então aquilo que nós entendemos que seria o melhor para o país, era encontrar uma individualidade na sociedade portuguesa, portanto fora do Ministério Público, que para lá da isenção (…) tenha os conhecimentos, a respeitabilidade e o currículo que possam fazer desse procurador-geral da República, ou dessa procuradora-geral da República, um certo consenso nacional”, declarou hoje Rui Rio.

Em conferência de imprensa, na sede do PSD do Porto, o líder social-democrata, escusou-se a indicar nomes para o cargo de procurador-geral da República (PGR), mas fez questão de indicar um perfil que o seu partido considera adequado para aquele cargo.

“Pode ser um juiz, um magistrado normal ou uma personalidade da sociedade portuguesa, um professor de direito, enfim, uma personalidade que possa ter esse perfil”, disse, reconhecendo que tal seria a “situação ideal para ter a continuação de um trabalho que tem vindo a melhorar”.

Se o Governo entender que deve propor ao senhor Presidente da República a recondução de Joana Marques Vidal para o próximo mandato na Procuradoria-Geral da República, o PSD “acompanhará essa indicação e não terá rigorosamente nada a opor”.

“Eu não queria fulanizar, o que eu pretendo é que haja estabilidade na investigação criminal e que não haja partidarização de forma nenhuma, porque é muito mau para o exercício daquela função de alguém que vá para lá e seja visto como um procurador apoiado pela direita ou apoiado pela esquerda. Não faz sentido. Acho que é contra o interesse nacional”, explicou.

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