Poupança das famílias regista segunda taxa mais baixa de sempre

A taxa de poupança das famílias diminuiu para 4,4% do rendimento disponível no ano terminado no segundo trimestre do ano, atingindo o segundo valor mais baixo de sempre.

A taxa de poupança das famílias diminuiu para 4,4% do rendimento disponível no ano terminado no segundo trimestre, atingindo o segundo valor mais baixo de sempre, mostram os dados divulgados esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

“Como se pode observar, a taxa de poupança das famílias diminuiu para 4,4% do rendimento disponível, menos 0,2 p.p. que no trimestre anterior“, indica o gabinete de estatísticas. “Este decréscimo resultou de um aumento do rendimento disponível inferior ao da despesa de consumo final (taxas de variação de 0,7% e 0,9%, respetivamente)”, acrescenta ainda. Ou seja, os rendimentos dos portugueses subiram mas os gastos com consumo subiram ainda mais no último ano.

Trata-se do segundo valor mais baixo desde 1999, quando se inicia a atual série do INE relativamente às Contas Trimestrais por Setor Institucional. A taxa mais baixa de sempre foi registada no terceiro trimestre do ano passado, quando o nível de poupança ficou-se nos 4,0% do rendimento disponível das famílias.

Famílias poupam menos

Fonte: INE

De acordo com o INE, o rendimento disponível das famílias subiu sobretudo por causa do aumento das remunerações recebidas, “que registaram um acréscimo de 1% no segundo trimestre de 2018 após um aumento de 0,9% observado no trimestre anterior”.

“Contudo, o saldo positivo dos rendimentos de propriedade registou uma diminuição de 2,2% no segundo trimestre de 2018, contribuindo para a desaceleração do rendimento disponível. Os rendimentos de propriedade recebidos e pagos apresentaram taxas de variação de -1,8% e 3,8%, respetivamente”, revela o gabinete de estatísticas.

(Notícia atualizada às 11h56)

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Poupança das famílias regista segunda taxa mais baixa de sempre

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião