Revista de imprensa internacional

Huawei diz que o telemóvel flexível será lançado em meados de 2019. Nas redes sociais, o Facebook recebe um ultimato da comissária europeia da Justiça, que diz que a sua "paciência chegou ao limite".

A semana chega ao fim com novidades no mundo da tecnologia. A construção civil está a pensar nas vantagens que os robôs trariam para este setor se substituíssem certas funções. As fabricantes de telemóveis estão focadas nos ecrãs flexíveis, que se podem dobrar ao meio. A Huawei avançou que o lançamento está previsto para meados de 2019. Já nas redes sociais, o Facebook recebe um ultimato da comissária europeia da justiça, que diz que a sua “paciência com o Facebook chegou ao limite”.

El Mundo

Bruxelas “perde a paciência” com Facebook

“A minha paciência com o Facebook chegou ao limite. É altura de atuar e não de fazer mais promessas. Se as mudanças não estiveram feitas no final deste ano, apelo às autoridades de consumo para que atuem com rapidez e sancionem a empresa”, disse a comissária europeia da Justiça, Vera Jourova. A comissária pretende que a empresa liderada por Mark Zuckerberg cumpra, finalmente, as exigências da lei europeia e os pedidos do Executivo. Nas palavras foi um pouco mais longe, dizendo que durante algum tempo teve uma conta na rede social, que classificou como um “canal de sujidade”. “Era um fluxo de lixo”, acrescentou.

Leia a notícia completa em El Mundo (acesso livre, conteúdo em espanhol).

Reuters

Só haverá acordo para Brexit se União Europeia suavizar fronteira com Irlanda

A Grã-Bretanha vai deixar a União Europeia (UE) sem um acordo. Segundo Chris Grayling, secretário de Estado dos Transportes, a situação só mudará se os líderes europeus suavizarem a sua posição na fronteira com a Irlanda. “Neste momento, o que a União Europeia está a pedir em torno da Irlanda do Norte é simplesmente impossível para qualquer Governo do Reino Unido aceitar. E, na verdade, se eles mantiverem essa posição, não haverá acordo”, afirmou Grayling. A Grã-Bretanha deve deixar a União Europeia a 29 de março de 2019, mas ainda há questões pendentes a acordar.

Leia a notícia completa em Reuters (acesso livre, conteúdo em inglês).

El Economista

Motorista da Uber e da Cabify planeiam fazer greve

Em Espanha, os motoristas de empresas como a Uber e a Cabify estão contra o decreto, que será aprovado no dia 28 de setembro, e que tem como objetivo a regulamentação da atividade destas empresas e o cumprimento das promessas feitas ao setor do táxi, no passado mês de julho. O plano do ministro José Luis Ábalos quer deixar nas mãos das comunidades autónoma a decisão de retirar ou não as licenças, sem ter que pagar-lhes qualquer indemnização. Para evitá-lo, os condutores das plataformas eletrónicas estão a organizar uma greve, que deverá acontecer já na próxima quarta-feira, juntamente com várias manifestações.

Em Portugal, quem está em greve são os taxistas. Dos Aliados aos Restauradores, e passando por Faro, centenas de taxistas protestaram nas ruas na passada quarta-feira com o objetivo de que algum partido envie para o Tribunal Constitucional a lei que vai regulamentar as plataformas de transporte como a Uber, a Cabify, a Taxify e a Chauffeur Privé.

Leia a notícia completa em El Economista (acesso livre, conteúdo em espanhol).

Cinco Días

Construção civil procura substituir trabalhadores por robôs

O setor da construção civil quer deixar de construir como tem construído até hoje. Um setor que “é um dos poucos que não sofreu grandes transformações até agora. O processo não mudou desde o neolítico. Não faz sentido continuar a construir de uma forma artesanal. Este é o desafio”, afirmou David Martínez, conselheiro de Aedas Homes. O objetivo é automatizar a forma como se constroem os edifícios, apesar de ser uma meta que está ainda longe de ser alcançada. A mesma fonte refere, ainda, que há cada vez menos mão-de-obra qualificada na construção civil.

Leia a notícia completa em Cinco Días (acesso livre, conteúdo em espanhol).

El País

Vêm aí telemóveis flexíveis. Sim, dobram-se ao meio

São várias as marcas que estão a trabalhar num novo modelo de ecrã de telemóvel. Um ecrã que se pode dobrar ao meio como se fosse um livro, ou dobrar em quadradinhos, tal como um lenço de papel. Foi a Samsung e a Huawei que anunciaram primeiramente fazer parte desta corrida. As fabricantes estão a ultimar os primeiros modelos de ecrã que se dobram ao meio, um formato que se aproxima do chamado papel digital. A Huawei já adiantou a data de lançamento do novo telefone, previsto para meados de 2019.

Leia a notícia completa em El País (acesso livre, conteúdo em espanhol).

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O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

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