Escolha de Lucília Gago “não tem nada a ver com Joana Marques Vidal”, diz Ministério da Justiça

Francisca Van Dunem comentou a nomeação de Lucília Gago, afirmando que "o princípio do mandato único é a melhor forma de respeitar a autonomia do Ministério Público".

Poucas horas depois de Lucília Gago ser nomeada Procuradora Geral de República (PGR), Francisca Van Dunem adiantou que esta escolha aconteceu “numa lógica de continuidade” e que “nada tem a ver com Joana Marques Vidal”. Em declarações aos jornalistas, a ministra da Justiça afirmou ainda que a substituição da atual PGR visa respeitar o princípio do desempenho de um cargo único.

“Chegou-se a este nome através da indagação do conjunto de pessoas do Ministério Público (MP), sobretudo que tivessem trabalhado na área criminal e que tivessem proximidade com a PGR”, começou por dizer Francisca Van Dunem, acrescentado que, no momento da escolha, “foi tido em conta a circunstância de se encontrar uma pessoa altamente capaz e com grande formação, e que tem, por outro lado, uma experiência transversal no MP“.

Recusando fazer qualquer balanço do mandato de Joana Marques Vidal, a ministra da Justiça sublinhou que “aquilo que está em causa não é a avaliação que é feita do mandato, é um princípio. É o princípio de que a alternância no que diz respeito ao Procurador-Geral da República, a existência de um único mandato que é a solução que melhor respeita a autonomia do MP“.

Questionada se Lucília Gago terá sido o primeiro nome apontado como substituto de Joana Marques Vidal, Francisca Van Dunem recusou responder.

(Notícia atualizada às 10h45 com mais informação)

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Escolha de Lucília Gago “não tem nada a ver com Joana Marques Vidal”, diz Ministério da Justiça

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião