Como é que se diz roadster em japonês? MX-5

Pequenino, baixinho e... sem teto. É uma fórmula simples, mas eficaz, que faz do roadster da Mazda um sucesso mundial.

O verão demorou a chegar, mas lá chegou. Depois de um julho que mais parecia fevereiro, agosto trouxe aquelas temperaturas que nos fazem largar tudo e rumar às praias. Toalhas no saco, check. Água fresca, check. E, claro, chaves do carro na mão. Agora é só carregar no Start e ligar o ar… não. É melhor abrir a capota.

Em qualquer outro carro seria a primeira coisa a fazer: ajustar a temperatura do ar condicionado. Mas as chaves são de um MX-5. É quase pecado não fazer striptease ao roadster nipónico. Está mesmo a pedi-las. Seja para passear com os cabelos ao vento, seja para ouvir aquele ronco suave que escapa pela traseira. É um mimo.

Parece um brinquedo de tão pequenino que é. Vamos sentados quase como num kart, mas nem de perto, nem de longe, sentimos os desconforto daquelas quatro rodas e dois tubos com que se andam em pistas mini. Aqui há conforto. Há backets que seguram bem os dois ocupantes, há uma suspensão que amortece quando tem de amortecer, mas que também garante a rigidez necessária para quando se quer brincar um pouco.

Com uma direção extremamente direta, todas as curvas, por mais pequenas que sejam, transformam-se em momentos de adrenalina. E as rotundas? Oh… Aí é que o MX-5 está na sua praia. Aviso: não precisa infringir qualquer regra da estrada. Precisa de ter algum estômago e umas mãozinhas ligeiramente hábeis. Depois é pé no acelerador, volante para a esquerda a meio da rotunda e… escorregadela. A seguir é contra-brecar a gosto.

Motor é o mesmo. Mas há mais motor

Uma habilidade destas chama a atenção de qualquer um. Especialmente quando é feita com um carro tão pequenino, descapotável e… Soul Red. Ou melhor, vermelho Mazda, que só por si se destaca num país de cinzentos, pretos e brancos. Faz falta mais cor nas estradas (e, já agora, menos buracos).

É verdade que há carros igualmente baixinhos, igualmente descapotáveis, bem mais potentes que o roadster da Mazda. Sim, mas são muito mais caros do que o japonês — os preços começam nos 25.100 euros, sendo o Excelence Navi vendido por cerca de 31 mil. A Mazda continua a confiar no 1.5 Skyactive de 131 CV para puxar pelo MX-5. E resulta. Pode parecer pouco, mas o peso também o é. E se nas baixas rotações sentimos falta de alma (mas vemos consumos baixos), quando se sobe de regime o roadster anda.

5, 6, 7 mil rotações, troca de mudança. E repetir vezes sem conta, mas com conta peso e medida. É um vício que se aplica também ao 2.0, mas aqui com ainda mais potência. Peca pelo preço (mais de 39 mil euros), mas sempre são mais 29 CV. E agora ainda vai ter mais. A Mazda afinou o modelo mais potente que vai passar, já a seguir ao verão, a contar com 184 CV promete. Veremos se cumpre.

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