Família EDP pressiona Lisboa. Galp Energia evita maiores perdas

As ações da família EDP estão a pesar sobre Lisboa, num dia em que a escalada do preço do petróleo está a animar os títulos da Galp Energia.

A contrariar as demais praças europeias, Lisboa está no vermelho. A família EDP está a pressionar a bolsa, um dia depois de a China Three Gorges ter conseguido o aval da Concorrência brasileira para comprar a elétrica nacional. Os títulos da Galp Energia contrariam a tendência do setor energético, beneficiandoda escalada dos preços do petróleo.

Na segunda sessão da semana, o índice de referência nacional, o PSI-20, abriu em baixa. Segue a perder ligeiros 0,03% para 5.357 pontos. Nas restantes praças do Velho Continente, a tendência está a ser outra: o Stoxx 600 abriu a valorizar 0,02%, o alemão DAX a subir 0,02% e o espanhol IBEX a somar 0,24%.

A EDP Renováveis destaca-se pela negativa, seguindo a cair 0,06% para 8,7 euros, enquanto as ações da empresa liderada por António Mexia estão a desvalorizar 0,21% para 3,258 euros.

A autoridade da concorrência brasileira deu “luz verde” sem restrições à venda da energética portuguesa à China Three Gorges, mas os investidores parecem manter-se receosos. Afinal, ainda há pelo menos uma dezena e meia de obstáculos a ultrapassar para que a operação chegue a bom porto. Isto se o interesse chinês não se esgotar antes.

Ainda no setor energético, mas a evitar uma descida mais acentuada da bolsa nacional está a Galp, que sobe 0,30% para 16,83 euros. Isto no dia em que, em Londres, o preço do barril de Brent atingiu máximos de quatro anos, face às sanções impostas pelos Estados Unidos ao Irão e à relutância expressa pelos membros da Organização dos Países Exportações de Petróleo em relação a aumentar a produção de ouro negro. Neste sentido, o Brent está a valorizar 0,37% para 81,50 dólares.

Nota positiva ainda para o BCP, cujos títulos estão a somar 0,43% para 25,44 cêntimos, no dia em que Miguel Maya, CEO do banco, diz ao ECO que espera encerrar o ano com “lucros belíssimos”, acrescentando que está a “fazer tudo” para voltar a remunerar os seus acionistas.

Destaque ainda, nos ganhos, para as ações do CTT que sobem 0,89% para 3,384 euros, enquanto a Jerónimo Martins apresenta quase a mesma variação, mas do lado das quedas. A dona do Pingo Doce recua para os 12,615 euros.

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