Bloco de Esquerda pressiona Governo por causa dos professores

  • ECO
  • 30 Setembro 2018

A contagem do tempo de serviço dos professores promete se um dos temas mais fraturantes da discussão do Orçamento do Estado para o próximo ano, segundo adianta o Bloco de Esquerda.

A menos de um mês da entrega do Orçamento do Estado no Parlamento, Catarina Martins volta a sublinhar que o Governo precisa de encontrar soluções para a questão da contagem do tempo de serviço dos professores. Em entrevista à TSF, a coordenadora do Bloco de Esquerda garante que, caso não tal aconteça, a aprovação do documento em causa poderá ficar em risco.

Questionada sobre se o ‘sim’ da sua bancada parlamentar à proposta de Orçamento apresentada pelo Executivo de António Costa está dependente de um acordo com os professores, a bloquista adianta: “Tem de haver verba orçamental para descongelar a carreira. E nós não vamos aprovar outra lei, a menos que a direita faça isso e eu espero que não”.

Catarina Martins lembra, neste sentido, que “no Orçamento passado” já constava a necessidade de “descongelar as carreiras tendo em conta o tempo de serviço”, o que acabou por “não ser cumprido”. Portanto, a parlamentar salienta que o “BE não vai aprovar neste Orçamento nenhuma medida que permita ao Governo não cumprir com o que foi aprovado no outro Orçamento”.

A bloquista apela, neste quadro, ao diálogo com os sindicatos, nomeadamente no que diz respeito à possibilidade desse descongelamento ser feito de forma faseada. Recorde-se que os professores exigem a contagem dos nove anos, quatro meses e dois dias em que a carreira específico esteve congelada, propondo o Governo o reconhecimento de apenas dois anos, nove meses e 18 dias.

Todas as pensões vão ser atualizadas, garante BE

No próximo ano, todas as pensões vão ter aumentos, garante Catarina Martins.Paula Nunes/ECO 31 Julho, 2018

Dos professores para os pensionistas, Catarina Martins aproveita ainda para confirmar que, no próximo ano, todas as pensões “vão ter atualizadas”.

Aliás, esse é de resto um dos dossiês que a bloquista refere como prioridade do seu partido: “As linhas vermelhas estão traçadas desde 2015. Não pode haver cortes de pensões e salários, direta ou indiretamente, não pode haver aumento de impostos sobre bens essenciais e não pode haver privatizações”.

Já sobre a eventual repetição da “geringonça”, Martins avança que tudo depende da “relação de forças” e da conjuntura da altura e adianta ” o Bloco vai bater-se para que haja um crescimento da esquerda”, nas eleições do próximo ano.

Quanto à experiência governativa atual, a parlamentar nota que o “acordo está a ser cumprido”, mas enfatiza que só não se tem ido mais longe “por um alinhamento do PS”. A coordenadora do Bloco de Esquerda critica ainda a mudança de postura desse partido, face à aproximação das eleições: “Compreendemos que o PS queira mudar um pouco a sua postura, até porque as eleições se estão a aproximar”.

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