FMI, OMC e Banco Mundial defendem reformas no comércio internacional

  • Lusa
  • 30 Setembro 2018

Na opinião do FMI, da OMC e do Banco Mundial, é preciso reformar as regras do comércio internacional. Caso contrário, está em risco o crescimento da economia mundial.

A falta de reformas das regras do comércio internacional está a alimentar as tensões comerciais, sob o risco de minar o crescimento da economia mundial e da pobreza, advertiram, este domingo, a OMC, o FMI e o Banco Mundial.

Segundo um relatório conjunto da Organização Mundial do Comércio (OMC), do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, o comércio de serviços representa dois terços do Produto Interno Bruto Mundial (PIB) e do emprego, bem como de quase metade do comércio mundial.

Porém, as tarifas sobre os serviços são tão altas hoje quanto as que eram impostas aos bens fabricados há 50 anos, pelo que as mudanças na natureza do comércio não foram totalmente refletidas nas regras internacionais, observam as três organizações internacionais.

O relatório é publicado numa altura em que os apelos para uma reforma da OMC, instituição com sede em Genebra, Suíça, se multiplicaram nos últimos meses, especialmente vindos da Europa, Canadá ou Estados Unidos.

A plena integração do comércio de bens e serviços “pode desempenhar um papel muito maior no aumento da prosperidade”, sublinham o FMI, a OMC e o Banco Mundial, embora não avançando com recomendações.

As organizações acrescentam que é necessário que as oportunidades oferecidas, por exemplo, pela tecnologia da informação ou pelo comércio eletrónico “se reflitam na (…) política comercial atual”.

Para as três organizações, a abertura do comércio internacional após a Segunda Guerra Mundial e até ao início da década de 2000 contribuiu em grande parte para melhorar os estilos de vida e reduzir a pobreza no mundo, mesmo que atualmente “permaneça incompleta”.

Os impostos alfandegários caíram drasticamente, primeiro nos países desenvolvidos, depois nas economias emergentes e em desenvolvimento, tendo passado de uma média de 31% em 1980 para 9% em 2015 nos países emergentes e de 10% para 4% nos países avançados, “graças às reformas” realizadas até o início da década de 2000.

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