CGTP marca “grande manifestação nacional” para 15 de novembro

  • Lusa
  • 1 Outubro 2018

Esta manifestação é uma forma de luta pelo aumento dos salários dos trabalhadores e das pensões e uma descida da taxa do IVA para os 6% sobre os bens e serviços básicos.

A CGTP convocou os trabalhadores para uma grande manifestação nacional, a 15 de novembro, em Lisboa, entre a rotunda do Marquês de Pombal e os Restauradores, anunciou esta segunda-feira o líder da central sindical num encontro com sindicalistas.

Este é o momento de aumentar a nossa capacidade reivindicativa“, afirmou o secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos, na abertura do encontro nacional de dirigentes e ativistas sindicais, que decorre em Lisboa.

Esta manifestação, que consta de uma resolução que vai ser aprovada no final do encontro nacional, é uma forma de luta nomeadamente pelo aumento dos salários dos trabalhadores, pela fixação do salário mínimo em 650 euros, a partir de 1 de janeiro do próximo ano, e contra as normas “gravosas” da legislação laboral. “Concluímos que a luta na empresa, nos serviços, nos setores tem de ser acompanhada por uma grande manifestação nacional que vamos realizar no dia 15 de novembro, em Lisboa”, acrescentou Arménio Carlos.

No seu discurso de abertura, no qual enalteceu a luta dos professores, o líder da CGTP lembrou que a manifestação de 15 de novembro vai ter lugar num dia de semana, uma quinta-feira, e apelou a um “aumento da dinâmica” dos representantes sindicais para conseguir organizar uma “movimentação humana excecional” entre o Marquês de Pombal e os Restauradores.

O objetivo do protesto, explicou, é mostrar que os trabalhadores e representantes sindicais “não aceitam as coisas como estão” e entendem que “este é o momento de responder” às reivindicações e respostas da central sindical. Entre essas reivindicações estão o aumento geral dos salários no próximo ano, em pelo menos 4%, com acréscimo não inferior a 40 euros, a revogação de normas da caducidade na legislação laboral, o fim da precariedade e a rejeição da desregulação do trabalho normal em dia feriado e do trabalho em regime de turnos e noturno.

A CGTP reivindica ainda um aumento das pensões, para promover uma mais justa distribuição da riqueza, uma nova política fiscal, a criação de emprego estável e com direitos, a dinamização da contratação coletiva e a melhoria dos serviços públicos e sociais do Estado. A central sindical reivindica também uma descida da taxa do IVA para os 6% sobre os bens e serviços básicos, como a eletricidade e gás, os bens alimentares, o vestuário e calçado, os produtos de higiene e os bens culturais.

(Notícia atualizada às 15h32 com mais informação)

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