Escolher a conta bancária mais barata permite poupar até 125 euros por ano. Comparador de comissões já está disponível

O custo de manutenção da conta bancária varia muito consoante os bancos. Vai dos zero aos 125 euros, mostra o comparador de comissões bancárias do Banco de Portugal que arrancou hoje.

Bancos há muitos, contas também. Difícil é, muitas vezes, escolher o certo. É uma decisão que pode custar muitos euros em comissões a mais por mês, mas que pode chegar às dezenas ou centenas de euros num ano. Com base no novo comparador de comissões bancárias do Banco de Portugal, a diferença entre a conta mais barata e a mais cara chega aos 125 euros.

Numa simples análise comparativa dos custos associados à manutenção de conta é possível constatar a grande diferença dos valores cobrados consoante as instituições financeiras. Abrir e manter uma conta no banco mais caro pode custar um máximo de 124,80 euros por ano. Este é o custo de manutenção associado à conta de depósitos à ordem do Bank of China, a sucursal em Portugal, bem como do Banco Português de Gestão (BPG).

Estas contas são as mais caras, de acordo com o comparador do Banco de Portugal, sendo que há mais uma acima da fasquia dos 100 euros: a Caixa de Crédito Agrícola do Bombarral exige uma comissão máxima de 104,80 euros por ano pela manutenção da conta.

Bancos com as comissões de manutenção mais altas

Fonte: Banco de Portugal

Por outro dado, a opção pela solução mais em conta pode não pesar nada no bolso do cliente bancário. Zero euros é quando “cobram” sete bancos pela manutenção de conta, três dos quais online e os restantes quatro instituições financeiras consideradas tradicionais.

A não cobrança de comissões associadas à manutenção das contas em bancos online não é uma novidade, já que por se tratarem de estruturas assentes sobretudo na internet tal também lhes acarreta menos custos. Este é o caso do ActivoBank, do Banco BiG e do Banco Best.

Bancos com as comissões de manutenção mais baixas

Fonte: Banco de Portugal

Também o Banco Atlântico Europa, o Banco Finantia, o Banco Invest e a Caixa Económica do Porto não apresentam qualquer custo pela manutenção de conta. De salientar que qualquer destas instituições não têm uma dimensão relevante no mercado português, pelo que isentar este tipo de custos também é uma forma de cativarem novos clientes.

Santander é o mais caro entre os grandes

Bem mais próximo do valor máximo cobrado pelo Bank of China e o BPG, os mais caros de acordo com a ferramenta lançada por Carlos Costa com o objetivo ajudar os clientes bancários a escolherem os produtos ou serviços associados às contas bancárias, surgem as instituições financeiras mais relevantes do mercado nacional.

Entre os cinco maiores bancos nacionais — Caixa Geral de Depósitos (CGD), BCP, Novo Banco, Santander e BPI — o Santander é o que apresenta a comissão de manutenção de conta mais elevada. No limite, o banco liderado por Vieira Monteiro cobra 65,32 euros por ano na manutenção de conta.

Pouco distantes ficam o BCP, o Novo Banco e o BPI. Enquanto a instituições liderada por Miguel Maya aplica uma comissão de manutenção de conta de 64,92 euros anuais, no caso dos bancos comandados por António Ramalho e Pablo Forero o custo anual cobrado é de 62,40 euros. Entre as cinco maiores instituições financeiras nacionais, a CGD acaba por ser a que apresenta a comissão de manutenção de conta mais baixa. O banco público aplica no máximo 61,78 euros por ano.

Tendo em conta estes números, no que respeita aos cinco maiores bancos, a diferença entre o mais caro e o barato no que respeita aos custos de manutenção de conta é de apenas 3,54 euros.

Entre os bancos de menor dimensão, a Caixa Económica Montepio Geral aplica uma comissão anual de 62,40 euros, o mesmo valor que é cobrado no Bankinter e no Crédito Agrícola.

De salientar, que os bancos têm vindo a agravar o custo associado à manutenção das contas bancárias, procurando encaminhá-los para a adesão às designadas “conta pacote”. Ou seja, produtos que a partir de um valor fixo mensal para além da manutenção de conta incluem outros serviços ou produtos com a disponibilização de cartão de débito, crédito ou transferências bancárias.

93 comissões e 200 instituições para comparar

O Banco de Portugal também permite a partir deste dia 1 de outubro que os consumidores possam comparar quanto cobram as diferentes instituições financeiras pela disponibilização destas “contas pacote”. A partir desta segunda-feira, aos bancos passam a ter de reportar ao regulador da banca o custo das três “contas pacote” mais representativas, isto no caso de as facultarem.

Mas através desta ferramenta é possível comparar muitas outras comissões bancárias cobradas pelos bancos. “Esta ferramenta permite comparar, de forma simples e rápida, as comissões relativas a um conjunto de serviços bancários, nomeadamente os custos com a manutenção de conta (incluindo de conta pacote), disponibilização de cartões de débito e de crédito (incluindo cartões de crédito privativos), levantamento de numerário, aquisição de cheques e transferências“, explica o Banco de Portugal em comunicado.

Essa comparação pode ser feita por instituição ou serviço, isto para as comissões máximas exigidas como contrapartida pela prestação dos serviços em causa. Nessa análise são considerados os diferentes canais de comercialização disponíveis para cada serviço (balcão, online, ATM, etc). A informação é permanentemente atualizada pelo regulador com base nos dados disponibilizados por cada instituição financeira.

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