Itália faz tremer bolsas europeias. Lisboa não escapa, mesmo com a recuperação da EDP

  • Marta Santos Silva
  • 2 Outubro 2018

Enquanto a EDP conseguiu recuperar algumas das perdas com o profit warning, outras cotadas não tiveram tanta sorte num dia em que a retórica anti-Euro em Itália pressionou as praças europeias.

Lisboa caiu pela terceira sessão consecutiva. Acompanhou a tendência negativa das restantes praças europeias, numa sessão marcado pelos receios dos investidores em torno de Itália. Num dia em que o BCP deslizou, nem a recuperação da EDP permitiu ao PSI-20 evitar a queda de 0,4% para se fixar nos 5.292,19 pontos.

A EDP mostrou sinais de recuperação esta terça-feira ao subir 0,96%, contando-se assim entre as poucas cotadas que ficaram acima da linha de água. A empresa, fustigada pelos investidores após a redução da participação do seu segundo maior acionista Capital Group, mas também em resultado do profit warning por causa dos CMEC, subiu 0,96% para os 3,15 euros.

Também do lado dos ganhos ficou a Navigator, que disparou 1,9% nesta sessão. A papeleira planeia aumentar os seus preços, deixando os investidores otimistas na perspetiva de maiores receitas e dividendos no futuro da empresa. É a partir de 1 de novembro que, em todos os mercados, a Navigator aumenta entre 8% e 12% os preços dos produtos de papel de tipo tissue.

Nas perdas, porém, ficaram pesos pesados que arrastaram para baixo a bolsa de Lisboa. O BCP caiu 1,73%, também na sua terceira sessão consecutiva no vermelho. O banco desvalorizou para os 24,45 cêntimos. Nas perdas acompanham-no a Jerónimo Martins, que caiu 2,31% para os 12,27 euros, e a Mota-Engil, que caiu também 2,31% e se fixou nos 1,98 euros.

Na Europa, todas as atenções estiveram na bolsa italiana que fechou a cair 0,23%, para os 20.562 pontos. Quando o dirigente económico do partido Liga, Claudio Borghi, afirmou que o país estaria melhor se saísse do euro, os juros da dívida italiana dispararam ao mesmo tempo que as praças europeias afundavam.

Mais tarde, Borghi trouxe mais calma aos mercados ao afirmar que “deixar o euro não está no programa do Governo”, algo que foi assegurado também pelo primeiro-ministro, Giuseppe Conte. Ainda assim, praças como Frankfurt, Londres, Paris e Madrid fecharam com perdas. O índice europeu Stoxx 600 terminou o dia a perder 0,56%, nos 381,79 pontos.

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