“Ministro ganhava em prestar esclarecimentos no parlamento” sobre Tancos

  • Lusa
  • 4 Outubro 2018

A coordenadora do BE defendeu que o ministro da Defesa "ganhava em prestar esclarecimentos no parlamento" sobre o caso da recuperação do material militar furtado nos paióis em Tancos.

A coordenadora do BE, Catarina Martins, defendeu esta sexta-feira que o ministro da Defesa, Azeredo Lopes, “ganhava em prestar esclarecimentos no parlamento” sobre o caso da recuperação do material militar furtado nos paióis em Tancos.

O ministro da Defesa negou “categoricamente” ter tido conhecimento de qualquer “encobrimento” no caso da recuperação do material militar furtado nos paióis em Tancos, depois de o Expresso ter noticiado que o ex-porta-voz da Polícia Judiciária Militar, major Vasco Brazão, assegurou ao juiz de instrução ter dado conhecimento a Azeredo Lopes da encenação montada na Chamusca mais de um mês após a recuperação das armas.

Julgo que o ministro da Defesa ganhava em prestar esclarecimentos no parlamento“, respondeu apenas Catarina Martins aos jornalistas quando questionada pelos jornalistas se o primeiro-ministro tinha feito bem manter a confiança política no seu ministro.

Em Lisboa, à margem de um encontro com trabalhadores precários do IPMA, no âmbito do programa de regularização de precários na administração pública (PREVPAP), a líder bloquista foi questionada diversas vezes pelos jornalistas sobre este tema, mas não se quis alongar mais para lá da ideia de que Azeredo Lopes deveria prestar esclarecimentos na Assembleia da República.

“Nós estamos aqui a falar do PREVPAP, do IPMA, não tenho muito a acrescentar sobre essa matéria”, respondeu logo no início.

Hoje, depois de ter sido conhecida a notícia do Expresso, Azeredo Lopes falou aos jornalistas em Bruxelas para negar ter tido conhecimento de encenação da operação de recuperação das armas furtadas em Tancos.

“Queria dizer categoricamente que é totalmente falso que eu tenha tido conhecimento de qualquer encobrimento neste processo”, salientou.

“Não tive conhecimento de qualquer facto que me permitisse acreditar que terá havido um qualquer encobrimento na descoberta do material militar de Tancos”, garantiu.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

“Ministro ganhava em prestar esclarecimentos no parlamento” sobre Tancos

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião