Roubo de Tancos: Ministro da Defesa reconhece “circunstâncias sensíveis”

O novo diretor da Polícia Judiciária Militar acaba de tomar posse, numa cerimónia presidida pelo ministro da Defesa, Azeredo Lopes.

Azeredo Lopes, ministro da Defesa, afirmou esta terça-feira, durante a tomada de posse do novo diretor da Polícia Judiciária Militar (PJM), o capitão-de-mar-e-guerra Paulo Isabel, que “as circunstâncias de hoje são sensíveis e conhecidas de todos, não sendo necessário repisá-las”, referindo-se especialmente à prisão preventiva do coronel Luís Augusto Viera.

O antecessor de Paulo Isabel foi afastado pelo ministro da Defesa depois das recentes revelações sobre o roubo em Tancos, que originaram a detenção de vários militares da Polícia Judiciária Militar e da Guarda Nacional Republicana, entre eles o diretor da PJM, o coronel Augusto Vieira.

Perante este cenário, Azeredo Lopes disse, em declarações transmitidas pela Sic Notícias, que a nomeação de Paulo Isabel “consolida a normalidade e a estabilidade inerentes ao regular funcionamento desta instituição [PJM]”, acrescentando que se trata de uma “instituição que é um capital de valor e que dá, como sempre deu, um contributo para o património comum dos valores que fazem e asseguram um Estado do direito”.

O ministro da Defesa disse, também, que o novo diretor da PJM assumirá o cargo “com grande coragem e sentido de missão”. Ainda assim, assumiu que as circunstâncias que o comandante Paulo Isabel enfrenta são “exigentes”.

Sobre o diretor cessante, Azeredo Lopes apenas disse que o coronel Augusto Vieira, “cuja presunção de inocência não se belisca, não dispõe agora das condições factuais e de natureza objetiva para desempenhar as funções para as quais fora designado”.

 

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