Revista de imprensa internacional

Nicolás Maduro ordena a utilização na criptomoeda para operações como o pagamento da gasolina. Já pela Alemanha, os condutores de carros a diesel vão ter opções de troca ou modernização.

O número de vítimas mortais dos desastres naturais na Indonésia continua a aumentar e já ultrapassou os 1.200. Na Venezuela, o Presidente fomenta a utilização na criptomoeda El Petro para várias operações, como o pagamento de gasolina. Já pela Alemanha, os condutores de carros a diesel vão ter opções para trocar o seu veículo, depois da proibição de circulação em algumas cidades. Estas e outras notícias marcam a atualidade internacional.

Expansión

Netflix abre primeiro escritório em Madrid

A plataforma de streaming vai passar algumas das operações da sede europeia em Amesterdão para Madrid em 2019. A Netflix tinha já um centro de produção de conteúdos em Espanha, e lá produz várias séries originais, por isso esta operação representa um investimento no “crescente negócio na região”, diz o vice-presidente de conteúdos originais internacionais da empresa, numa entrevista à publicação espanhola. Não são ainda conhecidos quantos empregados terá o escritório ou a data de abertura, apenas que deve estar a funcionar no próximo ano. Leia a notícia completa no Expansión (acesso livre, conteúdo em espanhol).

The Guardian

Sismos na Indonésia fazem mais de mil vítimas mortais

O número de vítimas mortais contabilizadas depois dos sismos e tsunami na Indonésia é de 1.234, indicou um responsável da agência para desastres nesta terça-feira. Algumas das localidades mais pequenas atingidas pelos terramotos estão sem comida e água há quatro dias, devido aos estragos nas estradas que dificultam os acessos. Leia a notícia completa no The Guardian (acesso livre, conteúdo em inglês).

El Universal

Nicolás Maduro ordena pagamentos de gasolina e petróleo em criptomoeda

O Presidente da Venezuela ordenou que o pagamento da gasolina, do petróleo e das taxas aeroportuárias para viajantes passe a ser feito através da criptomoeda El Petro. “Estamos a pôr em marcha o ‘blockchain’ nacional do Pedro e hoje [terça-feira] entram em funcionamentos todos os mecanismos para que qualquer venezuelano possa inscrever-se”, disse Nicolás Maduro. A partir de 5 de novembro, o Petro passará a estar disponível para venda em bolívares soberanos e poderá ser usado para a compra e venda de bens móveis e imóveis, passagens de avião, reservas de hotéis no exterior e até “um cachorro quente em Nova Iorque”. Leia a notícia completa em El Universal (acesso livre, conteúdo em espanhol).

Bloomberg

Presidente executivo do Alibaba dispersa poderes para proteger acionistas

O fundador e presidente executivo do Alibaba está a dispersar pelos vários executivos da gigantes o controlo das múltiplas entidades legais que controlam o grupo. Com planos para se reformar no próximo ano, Jack Ma está, deste modo, a salvaguardar os interesses dos acionistas, evitando a concentração de poder. “Estamos no processo de melhorar a estrutura para assegurar uma administração mais estável”, adianta a empresa, referindo que a transformação deverá ser finalizada em 2019. Leia a notícia completa na Bloomberg (acesso condicionado, conteúdo em inglês).

Reuters

Acordo alemão sobre diesel dá aos proprietários opção de troca ou modernização

Depois de seis horas de negociações, a chanceler alemã, Angela Merkel, e os líderes dos três partidos do Governo anunciaram que já há um acordo para reduzir a poluição nas cidades alemãs, onde o ar está particularmente poluído. Os proprietários de carros antigos a diesel vão poder escolher entre incentivos de troca e um retrofit de hardware, uma solução que remove um assunto polémico da agenda política alemã antes das eleições regionais na Baviera e em Hesse. Leia a notícia completa na Reuters (acesso livre, conteúdo em inglês).

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

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